POLÍTICA
Congressistas defendem corte em renúncias fiscais, diz pesquisa
A redução de renúncias fiscais é a principal medida de ajuste apoiada no Congresso Nacional. Já o reajuste do salário mínimo e o crédito acessível são apontados como ações que poderiam melhorar a imagem do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo pesquisa do Ranking dos Políticos, 89% dos congressistas consideram que medidas de responsabilidade fiscal são essenciais para a retomada do crescimento econômico sustentável. Para 76% dos entrevistados, a redução de renúncias fiscais poderia resultar em uma economia de até R$ 50 bilhões aos cofres públicos. O levantamento ouviu 139 congressistas de 15 a 28 de abril de 2025. Leia a íntegra (PDF – 1 MB).
Para contenção de gastos, 72,1% dos deputados e 92,9% dos senadores indicaram a redução de renúncias fiscais como principal alternativa, sem detalhamento dos setores afetados. A diminuição dos subsídios do Plano Safra ficou em 2º lugar, mencionada por 36,9% dos deputados e 57,1% dos senadores.
Para o diretor-geral do Ranking, Juan Carlos Arruda, o destaque dado ao Plano Safra chama a atenção. “É uma sinalização de que até mesmo áreas tradicionalmente blindadas, como o agronegócio, passam a ser vistas como passíveis de ajustes, dado o peso fiscal”, disse.
Quanto às iniciativas para melhorar a imagem do governo até o final do mandato, o reajuste do salário mínimo acima da inflação foi apontado por 46,8% dos deputados e 39,3% dos senadores. A ampliação do acesso a linhas de crédito também recebeu destaque, citada por 36,9% dos deputados e 50% dos senadores.
“No debate sobre recuperação de popularidade, o Congresso parece disposto a discutir medidas com apelo social e impacto fiscal moderado, como o reajuste real do salário mínimo e a ampliação do crédito. Já propostas de viés mais populista, como controle de preços ou interferência no Banco Central, seguem enfrentando forte resistência institucional, mesmo às vésperas de ano eleitoral”, afirmou o diretor do Ranking dos Políticos.
Outras medidas, como subsídios para energia e gás e o reajuste de salários de funcionários públicos, foram mencionadas com menor frequência pelos entrevistados. Além disso, propostas como congelamento de preços de combustíveis ou criação de novos pisos salariais não obtiveram adesão significativa, segundo a entidade.
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