POLÍTICA

Comitiva de Lula na Ásia custou R$ 5,4 mi em diárias e passagens

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A comitiva de ministros, congressistas, assessores e empresários que acompanharam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na viagem para o Japão e para o Vietnã em março de 2025 custou cerca de R$ 5.467.389,22 aos cofres públicos.

Os gastos da viagem incluem diárias usadas no exterior e passagens aéreas. As 223 pessoas que integraram a comitiva compõem o maior grupo que já acompanhou Lula em uma viagem internacional no 3º mandato.

Em sua ida à Ásia, o petista esteve acompanhado dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Também estiveram na viagem os líderes partidários aliados e sindicalistas da base de apoio do presidente.

Os órgãos do governo que mais gastaram com diárias e passagens aéreas foram os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores. São responsáveis principalmente pela preparação das agendas da viagem e das operações de segurança para receber o presidente.

Parte da comitiva usou voos comerciais no trajeto que partiu de Brasília, passou por conexões em outros continentes, e pousou no Japão. O governo Lula gastou R$ 2,15 bilhões em 2024 com diárias –alta de 9% ante 2023. É o maior valor desde 2014, no governo Dilma Rousseff (PT).

O levantamento do Poder360 foi realizado com base nos dados de funcionários públicos disponibilizados no Portal da Transparência, no Painel de Viagens e no DOU (Diário Oficial da União).

Mesmo depois de 1 mês da viagem à Ásia, os dados sobre os gastos públicos ainda estão em atualização, portanto, os números podem mudar.

Este jornal digital procurou a Secom (Secretaria de Comunicação) para detalhar a lista de nomes da comitiva, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Em relação aos nomes de funcionários técnicos e de apoio, os relatórios sobre as viagens nacionais e internacionais são classificados como “grau de sigilo reservado, com fundamento no art. 25, VIII, do Decreto nº 7.724, de 16 de maio de 2012”, segundo o GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Portanto, há a prerrogativa para um sigilo destes documentos por 5 anos, como vistos em casos nos governos dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

A primeira-dama Janja da Silva disse que viajou, antes de Lula, com a equipe de reconhecimento da Presidência a Tóquio (Japão) para “economizar passagem”.

O Palácio do Planalto afirmou que a viagem não teve custos para o governo. Ela voou em avião da FAB (Força Aérea Brasileira) e ficou hospedada na residência oficial do Brasil em Tóquio, segundo a administração federal.

Janja repetiu o feito na viagem para a Rússia em maio, desta vez, com a justificativa de que tinha compromissos com universidades em Moscou e eventos a convite do presidente Vladimir Putin.

Em março, a viagem da mulher de Lula à Paris (França) custou R$ 158.802,13 –somando valor das diárias disponíveis no Portal da Transparência com as passagens aéreas publicadas no Painel de Viagens, administrado pelo Ministério do Planejamento. Levou os seguintes assessores:

Em entrevista, Janja afirmou que ficou hospedada na residência do embaixador brasileiro em Paris, afirmando que “nunca houve falta de transparência” em seus gastos e compromissos públicos.

Durante a visita do petista, Brasil e Japão expandiram as relações em áreas como transição energética, ciência, tecnologia, aviação, agricultura e pecuária, assim como educação e saúde. Foi anunciada a compra de 15 jatos da Embraer pela All Nippon Airways, em um negócio estimado em R$ 10 bilhões.

Um dos principais motivos para Lula ir até o país asiático foi para inserir produtos brasileiros no mercado de importação de carne bovina do Japão e do Vietnã. A tentativa de Lula foi vista pelo governo como bem-sucedida.

O presidente afirmou que os impedimentos para a venda dos produtos nacionais “serão resolvidos ainda em 2025″. O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, afirmou que “vai, o mais rápido possível”, mandar especialistas para analisarem o rebanho brasileiro.

Esta reportagem foi escrita pelo estagiário de jornalismo Davi Alencar sob a supervisão da editora-assistente Isadora Albernaz.



Fonte: Só Notícias

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