POLÍTICA
“Comando C4” cobrava R$ 250 mil para espionar ou matar ministros, aponta PF
Investigação da Polícia Federal revelou que o grupo indiciado pela Polícia Civil por envolvimento na morte do advogado Roberto Zampieri, que se intitulava “Comando C4” – ou “Comando de Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos”, cobrava até R$ 250 mil para espionar e cometer assassinatos. O nome do grupo é derivado de um grupo paramilitar que atuou no período da ditadura militar brasileira.
Conforme documentos apreendidos no ano passado na residência de um dos alvos, os valores variavam de R$ 50 mil até R$ 250 mil, dependendo do “status político” das vítimas. Veja detalhamento:
- – Ministros/Judiciário: R$ 250 mil
– Senadores: R$ 150 mil
– Deputados: R$ 100 mil
– Figuras normais: R$ 50 mil
Reprodução

O documento também detalha os setores do grupo, como administração e pessoal, e descreve armas, os veículos e os equipamentos de comunicação usados pelo grupo.
Na tabela também foi citado gastos de “diversos custos”, como: locação de aparelhos temporários (casas ou apartamentos); utilização de garotas e garotos de programa como iscas; material de disfarce, como perucas e bigodes; além de 2 drones.
Conforme apurado pelo
, nesta quarta foram alvos da PF: Aníbal Manoel Laurindo (suposto mandante); coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas (suposto financiador); Antônio Gomes da Silva (suposto executor); Hedilerson Barbosa (suposto intermediário); e Gilberto Louzada da Silva.
A PF identificou, ainda, papéis escritos à mão, com referências a autoridades brasileiras, incluindo parlamentares do Congresso e ministros do Supremo Tribunal Federal. Ainda não está claro se havia algum crime encomendado contra essas autoridades.
Essa nova operação da Polícia Federal corrobora com o que já havia sido revelado pela Polícia Civil no ano passado. Aníbal teria mandado matar Zampieri por conta de uma disputa de terra de R$ 100 milhões.
Operação
Nesta quarta, a Polícia Federal deflagrou a 7ª Fase da Operação Sisamnes, que investiga suposto esquema de venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Com a execução, a Polícia Civil teve acesso ao celular do profissional e descobriu o suposto esquema. O aparelho foi parar com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que repassou para a PF, quem deu início às investigações.
Durante as investigações, a Polícia Federal descobriu a existência de uma organização criminosa responsável pela prática de crimes como espionagem e homicídios sob encomenda.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, quatro mandados de monitoramento eletrônico, seis mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais.
Também são cumpridas medidas cautelares de recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato e saída do país, incluindo o recolhimento dos passaportes.
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