SAÚDE
Câmara hiperbárica: entenda o tratamento de Lúcio após queimadura
“Domingo também é dia de lutas e desafios. Mais uma sessão de câmara hiperbárica”, escreveu na publicação. O ex-zagueiro está internado no Hospital Nora Teixeira, em Porto Alegre, com estado de saúde estável.
Oxigenoterapia hiperbárica
A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) é um tratamento minimamente invasivo no qual o paciente respira oxigênio puro (100%) dentro de uma câmara a uma pressão maior do que a atmosférica.
A câmara hiperbárica é um equipamento fechado, geralmente no formato cilíndrico, onde o paciente recebe uma oxigenação muito maior nos tecidos do corpo.
Ela ajuda na cicatrização de feridas agudas porque o oxigênio é um nutriente fundamental para as células e age diretamente sobre as mitocôndrias, acelerando o processo de produção de energia.
“A técnica aumenta a quantidade de oxigênio que chega no sangue. Se eu faço isso, disponibilizo também mais nutriente, então aquele tecido consegue regenerar mais rápido”, explica o dermatologista André Moreira, da ADA Clínica de Brasília.
A técnica é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como um procedimento médico terapêutico para queimaduras térmicas e elétricas e outras condições.
Ela também pode ser usada em casos de doença descompressiva, embolia gasosa ou traumática pelo ar, vasculites, pé diabético infectado, lesões por radiação, envenenamento por monóxido de carbono, síndrome de Fournier, intoxicação por monóxido de carbono ou inalação de fumaça, envenenamento por gás cianídrico/sulfídrico.
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Em um artigo publicado na Revista Brasileira de Queimaduras, em 2021, pesquisadores do Centro Universitário Uniavan e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ambos em Santa Catarina, afirmam que a oxigenoterapia hiperbárica tornou-se um recurso importante dentro da assistência de enfermagem ao tratamento do paciente queimado.
“Através da sua utilização é possível promover cuidados e orientações ao paciente, que melhoram a qualidade de vida, reduzem o edema, a dor, o risco de infecção e o tempo de cicatrização, bem como o tempo de internação”, apontam os cientistas.
O que fazer em casos de queimadura em casa
Em qualquer tipo de queimadura, o primeiro passo é interromper a causa do ferimento, seja afastando a fonte de calor ou apagando chamas nas roupas. De acordo com o Ministério da Saúde, a área afetada deve ser imediatamente resfriada com água corrente em temperatura ambiente, nunca gelada. O uso de gelo pode agravar a lesão.
O segundo passo é cobrir a região com um pano limpo e buscar atendimento médico, especialmente em casos mais graves, como queimaduras profundas, extensas ou que atingem face, mãos, pés ou áreas genitais.
“Queimaduras em áreas extensas, em crianças pequenas ou idosos, sempre devem ser avaliadas por um profissional de saúde”, afirma a dermatologista Carolina Labigalini Sampaio, do Pilar Hospital.
O que não fazer em casos de queimadura?
Apesar de populares, alguns hábitos culturais relacionados ao tratamento de queimaduras podem ser prejudiciais.
“Não se deve aplicar nenhuma substância caseira como pasta de dente, manteiga, clara de ovo ou borra de café. Isso pode piorar a lesão e aumentar o risco de infecção”, alertou o presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras, José Adorno, em comunicado.
Outro cuidado importante é não romper bolhas: a ação deve ser feita apenas com orientação médica. Se houver bolhas, o ideal é procurar atendimento.
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