POLÍTICA
“Caça-comunistas”: Grupo envolvido em morte de Zampieri tinha tabela de preços por crime e espionagem
Investigação da Polícia Federal revelou que o grupo indiciado pela Polícia Civil por envolvimento na morte do advogado Roberto Zampieri se intitulava “Comando C4” – ou “Comando de Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos”. Eles foram alvos da 7ª Fase da Operação Sisamnes nesta quarta-feira (28). A informação foi revelada pela GloboNews.
Reprodução

Conforme apurado pelo
, nesta quarta foram alvos da PF: Aníbal Manoel Laurindo (suposto mandante); coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas (suposto financiador); Antônio Gomes da Silva (suposto executor); Hedilerson Barbosa (suposto intermediário); e Gilberto Louzada da Silva.
Segundo a matéria da GloboNews, o grupo mantinha tabelas impressas com o “preço” de cada assassinato, a depender da “função” de cada vítima.
A PF identificou, ainda, papéis escritos à mão, com referências a autoridades brasileiras, incluindo parlamentares do Congresso e ministros do Supremo Tribunal Federal. Ainda não está claro se havia algum crime encomendado contra essas autoridades.
Essa nova operação da Polícia Federal corrobora com o que já havia sido revelado pela Polícia Civil no ano passado. Aníbal teria mandado matar Zampieri por conta de uma disputa de terra de R$ 100 milhões.
Operação
Nesta quarta, a Polícia Federal deflagrou a 7ª Fase da Operação Sisamnes, que investiga suposto esquema de venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Com a execução, a Polícia Civil teve acesso ao celular do profissional e descobriu o suposto esquema. O aparelho foi parar com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que repassou para a PF, quem deu início às investigações.
Durante as investigações, a Polícia Federal descobriu a existência de uma organização criminosa responsável pela prática de crimes como espionagem e homicídios sob encomenda.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, quatro mandados de monitoramento eletrônico, seis mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais.
Também são cumpridas medidas cautelares de recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato e saída do país, incluindo o recolhimento dos passaportes.
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