POLÍTICA
Barranco lembra que PV pediu federao com o PT
Allan Mesquita

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso, deputado estadual Valdir Barranco, rebateu as críticas feitas pelo ex-vice-prefeito de Cuiabá e presidente estadual do Partido Verde (PV), José Roberto Stopa. Durante uma reunião com integrantes do PV na última sexta-feira (25), Stopa afirmou que os deputados estaduais Lúdio Cabral (PT) e Valdir Barranco agem apenas por “interesses próprios” no âmbito da federação entre as legendas.
Barranco classificou as declarações como “infelizes” e explicou que as decisões sobre a manutenção ou fim da federação não competem a lideranças estaduais. Segundo ele, o debate ocorre em nível nacional e leva em conta interesses no Congresso, e não em cargos locais.
“Se ele falou isso, é uma infelicidade dele. Quem somos nós aqui para decidirmos sobre federação? A federação é nacional, ela não dialoga com os interesses de vereadores ou deputados estaduais. Ela dialoga com os interesses do Congresso Nacional, porque é a eleição de deputados que define se um partido continua ou se ele morre”, afirmou.
O deputado ressaltou que, nas eleições de 2022, o pedido para a formação da federação partiu do PV e do PCdoB, partidos que, à época, corriam o risco de desaparecer do cenário político por não atingirem a cláusula de barreira. Barranco destacou que o PT, mesmo não precisando da federação para se manter, aceitou a aliança como parte de um compromisso histórico com o PCdoB e acolheu também o PV.
Ainda segundo Barranco, a federação trouxe prejuízos ao PT no processo eleitoral, especialmente ao abrir mão de candidaturas para favorecer as legendas parceiras. “Nós deixamos de lançar candidatos do PT para oportunizar vagas para o PV. Nessas vagas, tivemos candidatos que colocaram como meta 50 mil votos, baixamos para 15 mil e fizeram 3 mil. Por isso não elegemos Rosaneide, faltaram 13 mil votos”, pontuou.
O deputado também lembrou que, nas eleições de 2024, o PV teve um desempenho expressivo em Cuiabá, elegendo três vereadores, enquanto o PT ficou apenas com suplências. “Acho que essa parceria está mal avaliada”, afirmou.
Por fim, Barranco reforçou que qualquer decisão sobre o futuro da federação cabe exclusivamente às direções nacionais das siglas. “Quem vai definir se continua ou não, se tem outro partido ou não, é nacionalmente, os nossos dirigentes nacionais”, concluiu.
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