POLÍTICA
Abilio alfineta servidores ligados a EP: ‘s recusar RGA e salrio’
Durante o anúncio do pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) de 5,32% aos servidores públicos municipais, feito nesta sexta-feira (9), o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), usou um tom ácido ao se referir a parte do funcionalismo que, segundo ele, não estaria colaborando com a atual gestão. A declaração foi feita em meio à divulgação de medidas de valorização dos servidores, como o pagamento dos salários dentro do mês trabalhado.
“Vamos ajudar o servidor que está nos ajudando”, disse o prefeito, destacando que a maioria dos funcionários públicos tem contribuído para que a administração municipal enfrente a crise financeira. “Na secretaria do Marcelo Bussiki, que a maioria dos servidores são efetivos e técnicos, eles estão nos ajudando pra caramba a conseguir encontrar caminhos pra solucionar os problemas financeiros”, afirmou.
Apesar do tom de reconhecimento, Abílio também usou a oportunidade para alfinetar aqueles que, segundo ele, não estariam jogando a favor da prefeitura. “Mesmo que às vezes tenha alguns servidores jogando de contra, o número de servidores que estão nos ajudando é maior do que aqueles que estão torcendo o contrário.”
Em tom de ironia, o prefeito sugeriu que aqueles que não apoiam a atual administração abram mão dos benefícios conquistados pela gestão. “A gente vai criar o formulário: a pessoa siga e recusa o RGA, recusa o pagamento em dia, recusa todos os benefícios que a gente está colocando, e vai pra internet reclamar que a gente está trabalhando em favor da população”, declarou.
O prefeito foi alvo de críticas de entidades sindicais por episódios anteriores de supostos assédio moral e por declarações consideradas ofensivas ao funcionalismo durante as campanhas eleitorais de 2020 e 2024. Durante o último pleito, Brunini propôs a instalação de câmeras de segurança em repartições públicas, alegando que a medida visava combater a corrupção.
No entanto, a proposta foi recebida com desconfiança pelos servidores, que a interpretaram como uma forma de vigilância e intimidação. Diante da repercussão negativa e da possível perda de apoio entre os servidores, Brunini adotou uma postura mais conciliadora. Ele prometeu reajustes salariais para profissionais da educação, realização de concursos públicos e melhorias na infraestrutura das escolas, como climatização das salas e acesso à internet.
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