POLÍTICA

UFMT planeja remanejar verbas para obras do campus de Sinop para outras unidades

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A reitora da UFMT, Marluce Souza e Silva, enviou ofício ao ministério da Educação, na última segunda-feira, solicitando remanejamento de recursos do campus de Sinop, subsidiados pelo novo programa de Aceleração de Crescimento (PAC), para os campus de Cuiabá e Pontal do Araguaia (521 km da capital). Os valores seriam usados na retomada de obras paralisadas do bloco de Ciências Farmacêuticas (R$ 2 milhões), da biblioteca central (R$ 1,5 milhão) e do bloco de Engenharia Agrícola e Ambiental (1,3 milhão).

No ofício, a reitora solicita que as verbas sejam repassadas para readequação de prédios do campus de Cuiabá e obras de acessibilidade dos prédios do campus de Pontal do Araguaia e justifica “impedimento da realização de nova licitação devido ao não encerramento do contrato anterior”. O ofício também solicita remanejamento de R$ de 4,8 milhões previstos para construção de três blocos do campus de Várzea Grande para o campus de Cuiabá.

Procurado por Só Notícias, o pró-reitor do campus de Sinop, Elton Brito Ribeiro, declarou, que convocará a comunidade acadêmica para um pronunciamento, na próxima segunda-feira, às 14h, na sede da associação dos docentes (ADUFMAT). “Nós tivemos em Cuiabá conversando com a reitoria e vamos passar para a comunidade acadêmica”, “um panorama de todo o contexto processual e vamos trabalhar junto com a reitoria para resolver as demandas”, disse.

O professor e coordenador do Centro Integrado de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação Tecnológica, Domingos Rodrigues, enviou nota, ao Só Notícias, criticando a intenção de retirar recursos do campus de Sinop e destinar para outros. “É importante destacar que esses recursos foram conquistados por meio dos esforços de gestões anteriores do campus de Sinop, com ampla participação da comunidade local, que em nenhum momento foi consultada sobre o remanejamento proposto”. “Tal direcionamento contraria frontalmente as políticas de interiorização do ensino superior, de descentralização do conhecimento e de fortalecimento dos campus do interior, fundamentais para a fixação de profissionais qualificados nas diversas regiões do Estado”. Ele disse que tem apoio de outros professores e pesquisadores do curso.

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Fonte: Só Notícias

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