AGRICULTURA

Soja em alta devido à guerra comercial; mercado de milho apresenta pouca movimentação

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Na última semana, o mercado da soja teve desempenho positivo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com o contrato de maio de 2025 subindo 1,35% e fechando a US$ 10,50 por bushel. Segundo a plataforma Grão Direto, o contrato de março de 2026 também teve leve alta, encerrando a US$ 10,51 por bushel (+0,57%). O avanço nas cotações refletiu principalmente o otimismo nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos, que deram sinais de aproximação e reabertura para acordos tarifários.

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Esse cenário animou o mercado, apesar da queda de 1,9% no valor do dólar (R$ 5,69), que pressionou os preços internos. Ainda assim, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a estimativa de exportação da soja brasileira em abril, devido ao ritmo lento de embarques, embora o volume projetado ainda represente crescimento de 6,3% frente ao ano anterior.

Para os próximos dias, o mercado da soja continua atento ao clima nos Estados Unidos. As previsões da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) indicam temperaturas mais baixas e clima seco em estados-chave como Indiana, Iowa e Illinois, o que favorece o plantio. Por outro lado, as Dakotas e parte do Meio-Oeste devem enfrentar tempo mais quente e chuvoso.

O câmbio também segue influente: com o dólar mais fraco e um cenário global mais estável, os preços internos da soja podem seguir pressionados. No entanto, o avanço do plantio e a expectativa de progresso nas negociações entre China e Estados Unidos podem manter o suporte em Chicago, limitando as quedas no mercado físico brasileiro.

O mercado de milho

Já o mercado do milho teve comportamento oposto na CBOT. Os contratos futuros recuaram 1,04%, com o milho encerrando a semana a US$ 4,77 por bushel. No Brasil, o mercado físico também sofreu pressão diante do avanço da segunda safra, embora o contrato para maio de 2025 na Bolsa Brasileira de Futuros (B3) tenha registrado uma leve alta de 0,55%, cotado a R$ 77,17 por saca. A movimentação foi marcada por um mercado desaquecido e ajustes de preços, mesmo com suporte limitado pela demanda de usinas de etanol e indústrias do setor de ração animal.

As condições climáticas no Brasil seguem favoráveis à produção de milho. O Centro-Oeste registra chuvas regulares e temperaturas amenas, o que favorece a fase de enchimento de grãos da segunda safra e reforça expectativas de boa produtividade. Com isso, a pressão sobre os preços no mercado físico aumenta. Além disso, a demanda interna segue acomodada: grandes consumidores já formaram seus estoques e aguardam a colheita da nova safra, o que reduz o volume de negociações e mantém o ritmo de mercado lento.



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