SAÚDE
Saiba sintomas do AVC, condição que pode ter causado a morte do papa
e é dividido em dois tipos: isquêmico (por obstrução de um dos vasos cerebrais, bloqueando o acesso de sangue a partes do órgão) ou hemorrágico (quando ele se rompe e gera uma hemorragia no cérebro), sendo esta última mais grave.
“No caso do tipo hemorrágico, o quadro tende a ser mais grave, pois o sangue extravasado agride o tecido cerebral e pode elevar perigosamente a pressão dentro do crânio, o que exige intervenção imediata. Em todos os casos, porém, pode haver sequelas graves”, explica o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, de Brasília.
A falta de oxigenação pode causar danos neurológicos irreversíveis, com risco de morte. Idosos, como o papa, estão mais vulneráveis, mas o problema pode afetar até pessoas saudáveis
Quais são os sintomas do AVC?
Espíndola compartilha quatro dicas fáceis para identificar os sinais de AVC rapidamente. Ele pede que as pessoas memorizem o passo a passo a partir da sigla SAMU, a mesma do serviço de atendimento médico de emergência.
“No S, pedimos que o paciente sorria e avaliamos se há algum entortamento. No A, de abraço, pedimos que o paciente levante os braços para ver se há diferença de força entre os membros”, diz o neurocirurgião.
“Já no M, pedimos que o paciente cante uma música para avaliar a memória e a dicção. Por fim, no U, lembramos da urgência de que em qualquer desses sintomas é preciso ir imediatamente ao hospital”, completa.
Prevenção e cenário global
Em um episódio de AVC, cada minuto tem valor imensurável no salvamento de uma vida, já que a cada minuto em que ele não é tratado, a pessoa perde 1,9 milhão de neurônios. “Por isso, identificar rapidamente os sinais da doença e o socorro ágil diminui drasticamente o risco de morte e evita o comprometimento mais grave que pode deixar sequelas permanentes, como redução de movimentos, perda de memória e prejuízo à fala”, explica a neurologista Sheila Cristina Ouriques Martins, presidente da Rede Brasil AVC.
Hipertensão, diabetes e tabagismo aumentam os riscos, mas fatores como solidão e mudanças climáticas também preocupam. “É possível prevenir até 90% dos casos de AVC controlando os fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, arritmia cardíaca, sedentarismo, excesso de peso, a alimentação não saudável, o tabagismo, abuso de álcool e o estresse”, destaca.
“Ao adotarmos um estilo de vida saudável, reconhecermos nossos próprios fatores de risco e buscarmos assistência médica adequada para prevenção, podemos diminuir significativamente o impacto do AVC em nossa sociedade”, conclui Sheila.
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