AGRICULTURA
Ritmo lento no mercado da soja; saiba como ficaram as cotações de hoje
O mercado brasileiro de soja disponível teve poucos negócios nesta quinta-feira, com o ritmo da semana sendo mais lento em geral. Houve, no entanto, registros de bons volumes de soja negociados para 2026. Os preços oscilaram entre estáveis e mais fracos, pressionados pela queda na CBOT, no dólar e os prêmios que compensaram pouco.
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Segundo a Safras Consultoria, em algumas regiões, os preços continuam acima da paridade, com a indústria buscando soja e oferecendo valores melhores pontualmente. Por outro lado, o produtor aumentou consideravelmente o spread entre o que pede e o que o mercado está pagando, o que deixou os negócios ainda mais travados. A expectativa agora fica para a próxima semana, com a esperança de preços melhores.
Preços da soja
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
- Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 138,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 131,00
- Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 118,00
- Dourados (MS): caiu de R$ 123,00 para R$ 122,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 119,00 para R$ 117,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa, consolidando perdas no acumulado da semana. Após um início positivo, acompanhando boas exportações semanais, o mercado retornou ao território negativo, pressionado pela expectativa de avanço no plantio nos Estados Unidos, preocupação com a guerra comercial e o impacto da ampla safra da América do Sul.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 554.800 toneladas na semana encerrada em 10 de abril. O México liderou as importações, com 156.800 toneladas.
Para a temporada 2025/26, foram mais 181.800 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 150 mil e 900 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com uma baixa de 2,25 centavos de dólar, ou 0,21%, a US$ 10,36 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,47 3/4 por bushel, com perda de 2,50 centavos ou 0,23%.
Nos subprodutos o farelo de soja (posição julho): caiu US$ 1,10 ou 0,36%, para US$ 303,10 por tonelada. Já o óleo de soja (posição julho): subiu 0,34 centavo ou 0,70%, para 48,34 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 1,01%, sendo negociado a R$ 5,8069 para venda e a R$ 5,8049 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7964 e a máxima de R$ 5,8884. Na semana, a moeda teve uma desvalorização de 1,06%.
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