POLÍTICA

Plano Safra precisa ser ferramenta de apoio, não de abandono

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O Brasil que dá certo começa no campo. É lá que o suor do produtor rural sustenta mais de um quarto do nosso PIB (Produto Interno Bruto), garante comida na mesa do brasileiro e responde por parte expressiva das nossas exportações. Mas, infelizmente, quem planta, colhe hoje o abandono. O Plano Safra, que deveria ser uma política de apoio robusta, virou um jogo de empurra entre discursos ideológicos e a falta de compromisso real com o agro brasileiro.

Em meio a um cenário de incertezas climáticas, alta nos custos de produção e queda nos preços das commodities, o mínimo que o setor esperava era segurança — segurança no crédito, segurança no seguro rural, segurança institucional. Mas o que vemos é o contrário: insegurança generalizada.

A falta de recursos para o seguro rural é uma tragédia anunciada. O produtor rural não pode mais contar com proteção mínima contra perdas. Resultado? Risco maior, menos financiamento e juros cada vez mais altos. E o pequeno e médio produtor — aquele que não tem acesso a grandes estruturas nem a capital estrangeiro — acaba sendo o mais penalizado.

O governo insiste em soluções fantasiosas, tentando empurrar o agronegócio para o mercado de capitais como se isso fosse a panaceia para todos os males. Isso pode funcionar em um ou outro nicho, mas não para o Brasil real, que está nas regiões produtivas, enfrentando seca, excesso de chuvas, pragas e estradas esburacadas. A financeirização do campo, com verniz “verde”, pode agradar os investidores internacionais, mas não resolve o drama de quem lida com a terra de verdade.

E tudo isso se agrava porque falta um compromisso claro com a segurança jurídica. Ameaças de novas demarcações, lentidão na regularização fundiária e moratórias impostas sem diálogo apenas aumentam a incerteza e afugentam investimentos.

O Plano Safra 2025/2026 precisa ser mais que uma peça publicitária para agradar organismos multilaterais. Ele precisa ser uma ferramenta concreta de apoio ao produtor rural brasileiro. O agro não é o vilão: é o herói da economia nacional. E heróis precisam ser tratados com respeito, não com desprezo travestido de modernidade.

É hora de parar de brincar com o futuro do Brasil. O campo pede socorro, e nós, na Câmara dos Deputados, seguiremos firmes na luta por um Plano Safra justo, com crédito acessível, seguro fortalecido e políticas públicas que enxerguem o produtor como parceiro, não como inimigo.

Coronel Fernanda é deputada federal por Mato Grosso.



Fonte:A Gazeta Do Araguaia

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