POLÍTICA
Não preciso da estrutura do MinC para fazer show, diz Margareth Menezes
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, disse nesta 4ª feira (30.abr.2025) que seu contrato de trabalho para integrar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permite que ela continue fazendo shows, e que ela não precisa da estrutura do órgão para sua carreira.
Menezes, que é cantora e compositora, compareceu a uma sessão conjunta das comissões de Cultura e de Fiscalização e Controle da Câmara para explicar shows que realizou durante o carnaval e ações da pasta.
“Eu não tenho como chegar ao papel de ministra da cultura e colocar [em risco] a minha carreira, que é algo que zelo muito nesses 38 anos, e utilizar o cargo de ministra para fazer shows. Não tenho isso porque já faz parte da minha profissão e não preciso disso. Me sinto muito honrada ao receber convites”, declarou.
Margareth Menezes recebeu um total de R$ 640 mil em verbas públicas pagas pelas prefeituras de Fortaleza e de Salvador por shows realizados durante o Carnaval. A contratação foi feita por meio da empresa Pedra do Mar Produções Artísticas LTDA.
Conforme publicação no DOM (Diário Oficial do Município) de Fortaleza, a ministra foi contratada por R$ 350 mil para se apresentar durante o Ciclo Carnavalesco 2025 da cidade. Eis a íntegra do documento (PDF — 1 kB).
O portal Metrópoles informou que a cantora foi contratada também pela Prefeitura de Salvador, por meio da Saltur (Empresa Salvador Turismo), pelo valor de R$ 290 mil para se apresentar em 2 dias.
A ministra tem, segundo ela, um regime de tempo integral e não de exclusividade com o MinC. Essa teria sido um dos pontos de atenção para aceitar o convite de Lula para assumir o ministério no 3º mandato.
“No regime de tempo integral, não há proibição do servidor público exercer outras atividades fora do seu horário normal de trabalho. Várias pessoas em cargos públicos, inclusive do Legislativo, também exercem atividades”, disse.
Menezes também disse que consultou o conselho de Ética da Presidência antes de aceitar os convites e que, por ter ausência de verbas federais, não haveria impedimento de performar.
“Estou defendendo o direito de qualquer outro trabalhador da cultura, que venha a exercer esse cargo, tenha esse direito garantido. Se você consulta a comissão de ética e recebe uma orientação e segue essa orientação, é um direito do profissional”, declarou.
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