SAÚDE

Mulher descobre que suas enxaquecas eram causadas por câncer na língua

Published

on


A decoradora texana Beth Riehle estava no auge da carreira quando começou a se sentir incomodada por uma enxaqueca persistente, em dezembro de 2023. Ela ignorou a forte dor de cabeça, sem imaginar que aquele era o primeiro sintoma de que mudaria toda sua vida.
A jovem, então com 35 anos, só começou a desconfiar do risco quando percebeu que outros sintomas passaram a acompanhar seus episódios de enxaqueca. Beth passou a ter dor na mandíbula, um empalidecimento na língua e grande dificuldade para comer.

Inicialmente, ela atribuiu o problema a uma mordida cruzada que poderia estar piorando. Beth marcou uma consulta com um otorrinolaringologista, que conseguiu perceber a gravidade do caso e a encaminhou imediatamente para fazer uma biópsia.
Em março de 2024, veio o diagnóstico: carcinoma de células escamosas, o O tumor media 4 cm, mas estava em estágio avançado e já tinha causado metástase nos linfonodos e na traqueia. As opções eram radiação e quimioterapia ou cirurgia radical para retirar o tumor, o que poderia comprometer sua fala e alimentação permanentemente.

Sintomas do câncer na língua

Lesões que não cicatrizam na cavidade oral, como nos lábios, língua, gengiva e céu da boca.
Dificuldade para mastigar ou engolir.
Rouquidão ou alteração na voz.
Inchaço ou nódulos no pescoço.
Mau hálito.
Além disso, assim como outros tumores de cabeça e pescoço, pode levar à dor de cabeça persistente, dor de garganta e dor de ouvido.

A batalha contra o câncer de língua
Beth optou inicialmente por um tratamento não invasivo, ainda que também fosse repleto de efeitos colaterais: ela fez 35 sessões de radiação e quimioterapia semanal. Em junho, tocou o sino simbólico do fim do tratamento, mas a vitória foi breve. Dois meses depois, as dores lancinantes retornaram. Exames revelaram que um novo tumor havia se formado na língua, quase tão grande quanto o anterior.
A opção que a restava era uma glossectomia quase total. Em novembro, ela fez o procedimento e 80% da língua foi removida e reconstruída com um músculo da coxa. A cirurgia removeu também 75 linfonodos que haviam se formado próximos ao tumor, mas que não eram cancerígenos.
A cirurgia salvou a vida da decoradora, mas os médicos descobriram que a doença estava em metástase também no cérebro. Desde então, ela tem feito sessões de radiação localizada para eliminar células residuais e é acompanhada por fonoaudiólogos e fisioterapeutas para recuperar sua fala e capacidade de deglutição.

Riscos e recomeço
– que é o quinto tipo de tumor mais frequente em homens no Brasil e também pode aparecer no lábio e na cavidade oral.
Os cânceres costumam estar ligados ao tabagismo, abuso do álcool e infecções por HPV, segundo a oncologista Eliana Araújo, coordenadora de oncologia do Hospital Amhemed, em Sorocaba (SP). “A exposição excessiva ao sol sem proteção, a má higiene oral e a genética também podem influenciar, especialmente em famílias com histórico de pacientes jovens diagnosticados com câncer”, completou ela.
No caso de Beth, a causa ainda é incerta. A taxa de sobrevivência para tumores de língua localizados ultrapassa 80%, mas a agressividade do dela exigiu uma abordagem radical e ela ainda terá de passar por várias fases do tratamento para se ver livre do risco de recidiva.
“Ela está aprendendo a falar novamente e construindo sua confiança a cada dia. A vida parecerá muito diferente, mas linda, quando terminar o tratamento”, afirmou a irmã dela, Elise, em uma campanha para arrecadar fundos no GoFoundMe.
Siga a editoria de e no e fique por dentro de tudo sobre o assunto!



Fonte: Só Notícias

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana