POLÍTICA
Mourão é defendido por Damares e Flávio após crítica de Malafaia
Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Damares Alves (Republicanos-PR) defenderam nesta 3ª feira (8.abr.2025) o também senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) depois de o militar ter sido chamado de “covarde falastrão” pelo pastor Silas Malafaia.
Durante o ato pela anistia de domingo (6.abr), o líder religioso e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou os generais de 4 estrelas de “cambada de frouxos, de covardes e omissos” e declarou que eles “não honram a farda que vestem”.
Mourão, que é general, disse em publicação no X, sem citar nomes, que um “falastrão” se aproveitou do ato para “ofender” integrantes do alto escalão do Exército e “demonstrou toda sua total falta de escrúpulos e seu desconhecimento do que seja Honra, Dever e Pátria”.

Também no X, Malafaia rebateu. Chamou o vice de Bolsonaro de “traíra” que “nunca foi leal e fiel a quem te promoveu na vida política que o foi o presidente Bolsonaro”.

Damares, que foi ministra de Bolsonaro, disse a Mourão, durante a sessão da Comissão de Segurança Pública, que “lhe critica quem não lhe conhece” e que o militar está sendo “atacado por quem deveria pregar o amor”, alguém que “prega o ódio no Brasil”.
“Quero aproveitar, general, para registrar toda a minha admiração pelo senhor. Todo o meu carinho e tudo que o senhor tem feito por essa nação. Lhe critica quem não lhe conhece. Eu tive a honra de ser a sua parceira no governo anterior (…) ver ele hoje sendo atacado de forma tão cruel por quem deveria pregar o amor, prega o ódio no Brasil”.
O senador Sérgio Moro (União Brasil-PR), que também integrou o governo anterior, expressou “solidariedade” contra as ofensas recebidas pelo par. “Acho que não se faz política dessa maneira”, declarou.
O presidente da comissão, Flávio Bolsonaro, também defendeu Mourão. Disse que o militar é “diligente” para defender “certas bandeiras” e tem “e tem legitimidade para isso”. Disse que desavenças deveriam ser resolvidas em particular.
“Possíveis desavenças deveriam ser resolvidas fora do público, não há necessidade. Ainda mais quando partem para ofensas pessoais. Quero deixar registro do grande amigo e senador Mourão. Sempre diligente, atuante e se dispõe a defender determinadas bandeiras e tem legitimidade para isso”, disse.
Aos defensores, Hamilton Mourão agradeceu os gestos e classificou a situação como “lamentável”.
Bolsonaro defendeu o “desabafo” do aliado– que tem custeado todos os atos pela anistia realizados pelo ex-presidente.
“Fiquei muito triste não com o Malafaia, mas com as verdades que ele falou. Realmente, é revoltante a gente ouvir isso daí”, afirmou Bolsonaro em entrevista à revista Oeste na 2ª feira (7.abr).
O ex-presidente disse ainda que não repetiria os termos do pastor por ser capitão reformado do Exército, mas reforçou que concorda com o tom da declaração do pastor no trio elétrico.
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