POLÍTICA
Lula se reúne com Assange: “Exemplo para liberdade de imprensa”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou na 6ª feira (25.abr.2025) com o fundador do WikiLeaks, o jornalista Julian Assange, em Roma, na Itália. O petista viajou à Europa para ir ao velório do papa Francisco, que foi enterrado no sábado (26.abr).
Defensor há anos de Assange, Lula afirmou em publicação no X (ex-Twitter) que o ativista australiano “é um exemplo para todos que atuam em defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos”.
Segundo o presidente, foi a partir de uma audiência concedida pelo papa à mulher, Stella, e aos filhos de Julian Assange, em 2023, “que a campanha pela libertação do jornalista ganhou novo ímpeto”.
Em 26 de junho de 2024, o fundador do WikiLeaks voltou à Austrália depois de encerrar uma disputa legal com os Estados Unidos. Ele se declarou culpado por publicar ilegalmente documentos secretos de segurança nacional norte-americanos.
“Fiquei muito feliz em constatar que Assange está bem de saúde e está reconstruindo a sua vida familiar e profissional”, escreveu Lula.

Julian Assange, 53 anos, fundou o site WikiLeaks em 2006. A partir de 2010, o australiano começou a publicar informações confidenciais sobre os EUA. O governo norte-americano estima que foram 700 mil documentos.
O material, publicado no WikiLeaks e em outros veículos, como Guardian e New York Times, continha dados sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque e outras informações diplomáticas e de operações militares. Também relatavam informações sobre o ataque aéreo a Bagdá (Iraque), em julho de 2007. Parte dos documentos era sobre supostos abusos cometidos pelas Forças Armadas dos EUA.
Havia, ainda, provas de que o governo dos Estados Unidos espionava governos de outros países, como foi o caso do Brasil. A ex-presidente Dilma Rousseff e outros 28 nomes de seu governo –incluindo ministros– constavam em uma lista de monitoramento da NSA (Agência Nacional de Segurança, em português) desde 2011.
Julian Assange foi preso em Londres em 2019, na prisão de alta segurança de Belmarsh, depois de passar 7 anos abrigado na embaixada do Equador. Ele tentava evitar ser preso e extraditado para a Suécia, país onde era acusado por 2 casos de estupro. Os inquéritos foram posteriormente arquivados.
Os vazamentos expuseram abusos de direitos humanos e espionagem de líderes de outros países.
O Poder360 separou os principais acontecimentos sobre o caso do fundador do WikiLeaks.
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