SAÚDE

Lorazepam: os riscos do medicamento que é protagonista em ‘White Lotus’

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No início de fevereiro, estreou na plataforma de streaming Max a terceira temporada de The White Lotus. Além de um novo enredo, novas histórias e protagonistas, os episódios também deram destaque a um medicamento: o lorazepam.

 

Victoria Ratliff, interpretada por Parker Posey, é uma das personagens que consome o remédio com frequência, quase como se fossem balas. Mais adiante, o marido, Timothy Ratliff, vivido por Jason Isaacs, também acaba se viciando no medicamento.

De acordo com o National Institutes of Health, o lorazepam é prescrito para tratar ansiedade por um período de até quatro meses. É uma escolha comum devido à sua ação rápida. A recomendação é que seja tomado de duas a três vezes ao dia, nunca ultrapassando 10 miligramas diários.

No entanto, as personagens nem sempre seguem essa orientação, o que acaba gerando alguns problemas. Um dos riscos do lorazepam é justamente o potencial de causar dependência. Tontura, fraqueza, sonolência e falta de equilíbrio estão entre os efeitos colaterais quando usado por um período prolongado.

Normalmente, esse tipo de medicamento é recomendado por um período de duas a quatro semanas, a menos que o caso esteja sendo acompanhado de perto por um médico. Em situações mais graves, o uso pode levar a uma overdose, especialmente quando combinado com álcool. Respiração lenta e pressão arterial muito baixa também são sintomas que exigem atenção.

“Embora essas representações [em The White Lotus] possam aumentar a conscientização, também correm o risco de banalizar o uso indevido desse tipo de substância”, afirmou a farmacêutica Marta Miyares ao site HealthDigest.

Ela ainda citou um estudo de 2019, publicado no Psychiatric Services, que revelou que quase 20% das pessoas que fazem uso desses medicamentos acabam utilizando-os de forma inadequada. Uma das formas mais comuns é compartilhar o remédio com amigos ou familiares — algo que, de certa forma, também acontece na série.

Leia Também: Por que a preguiça não existe?



Fonte: Só Notícias

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