AGRICULTURA
Em meio a disputas tarifárias, algodão brasileiro deve ganhar mercado chinês
A disputa comercial entre Estados Unidos e China pode levar a um aumento das exportações brasileiras e também australianas de algodão para o país asiático, disse o Conselho Consultivo Internacional do Algodão (Icac, na sigla em inglês) em relatório mensal.
“Em 2018 e 2019, durante o período de tensões comerciais entre EUA e China, o país asiático redirecionou suas importações de algodão dos Estados Unidos para o Brasil e a Austrália”, afirmou o Icac.
“Esses países são os que mais devem se beneficiar caso a escalada das disputas tarifárias entre EUA e China continue em 2025.”
A China é o maior importador mundial da pluma, enquanto os EUA são o segundo maior exportador. “Qualquer mudança nas políticas comerciais entre esses dois países pode gerar impactos significativos no comércio mundial de algodão”, informou o conselho.
Ontem (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um “tarifaço” global sobre impostos de importação. A data foi nomeada pelo republicano como o “Dia de Libertação”. Ele confirmou uma taxa de 10% para os produtos brasileiros.
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