SAÚDE
Dia do autismo: saiba os primeiros sinais e como é feito o diagnóstico
O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e pode envolver comportamentos repetitivos ou restritos.
“O quadro costuma ser percebido através de comportamentos como baixa responsividade social e rigidez comportamental”, explica a neuropsicóloga Nárrina Ramos, do Grupo Reinserir Psicologia.
Além disso, o TEA se reflete na comunicação e na maneira como a pessoa interage dentro das expectativas sociais. “Os sinais podem surgir de diferentes formas e intensidades, dependendo do meio em que o indivíduo está inserido”, complementa a psicóloga Laís Rodrigues, que atua em São Paulo.
Causas do transtorno do espectro autista
Segundo o manual MSD, as causas específicas do transtorno do espectro autista não são completamente compreendidas, embora estejam frequentemente relacionadas a fatores genéticos.
No caso de pais com um filho com TEA, a chance de ter outro filho com o transtorno fica em torno de 3% a 10%.
Diversas anomalias genéticas, como a síndrome do X frágil, o complexo da esclerose tuberosa e a síndrome de Down podem estar associados ao TEA.
Primeiros sinais do autismo na infância
Os primeiros podem ser percebidos ainda na infância. De acordo com Laís, os sinais mais comuns incluem:
Dificuldade ou ausência de contato visual;
Atraso no desenvolvimento da fala ou ausência total dela;
Falta de resposta ao ouvir o próprio nome;
Movimentos repetitivos, como balançar o corpo ou as mãos;
Agressividade, principalmente quando a criança não recebe suporte adequado para lidar com situações estressantes ou dificuldades na comunicação.
Os níveis do autismo e o impacto no acompanhamento
O autismo é classificado em diferentes níveis conforme a necessidade de suporte da pessoa. “Essa diferenciação está relacionada às demandas para atividades fundamentais, como alimentação, autocuidado e comunicação”, explica Nárrina. Ela destaca que algumas pessoas podem necessitar do uso da Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) para facilitar a interação.
Porém, Laís alerta que os níveis são uma classificação médica para direcionar tratamentos e intervenções, mas não definem rigidamente o comportamento da pessoa autista.
“O TEA é um espectro, então uma pessoa classificada como nível 1 pode apresentar comportamentos associados ao nível 3 em determinadas situações. Por isso, é essencial um acompanhamento especializado”, enfatiza.
Como o diagnóstico é feito?
O envolve a observação clínica e a análise da história de vida da pessoa. “Temos diferentes escalas para mensurar comportamentos, mas o diagnóstico ainda é baseado na avaliação dos prejuízos nas interações sociais, comportamentos estereotipados e formas atípicas de aprendizagem”, afirma Nárrina.
O processo diagnóstico envolve profissionais como psicólogos, terapeutas ocupacionais e neurologistas. O acompanhamento especializado é essencial para garantir que a pessoa autista receba o suporte adequado e possa desenvolver suas habilidades dentro de suas particularidades.
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