POLÍTICA

Contra cigarro eletrônico e PL na Câmara, Gisela elogia campanha ‘Vape Mata’ da Fundação do Câncer

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À jornalistas, esta semana, a deputada federal Gisela Simona (União Brasil) elogiou a campanha que utiliza a linguagem gamer – lançada pela Fundação do Câncer -, para alertar sobre os riscos do cigarro eletrônico. A iniciativa ‘Vape Mata’ marca o mês de abril pelo Dia Mundial da Saúde, comemorado no dia 7, e busca alertar jovens sobre este vício, em especial, aqueles na faixa de 15 a 24 anos, que representam 70% dos usuários de cigarro eletrônico no país.

“É muito interessante a campanha que está sendo lançada pela Fundação do Câncer- Vape mata – principalmente, para chamar a atenção dos jovens na faixa etária de 15 a 24 anos que representam a maioria dos usuários de cigarros eletrônicos no país. Porque nós sabemos o impacto nocivo que eles trazem na vida real. E ter uma campanha em que você possa utilizar esse universo dos games para falar com a juventude é de extrema relevância, pois desvela os perigos deste vício dentro do universo que estes jovens se encontram”.

A parlamentar mato-grossense possui projeto de lei tramitando na Câmara Federal que criminaliza os cigarros eletrônicos, estabelecendo agravante quando a venda for para menores de 18 anos. A proposta altera o Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940, para tipificar como crime contra a saúde pública a comercialização, a importação e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, sem regulamentação da Anvisa.

A proposta estabelece também que a Anvisa só poderá conceder registro para cigarros eletrônicos caso o requerente consiga comprovar, com estudos toxicológicos e testes científicos específicos, que o produto não oferece riscos à saúde ou ao meio ambiente

É sempre bom lembrar que o tabagismo causa anualmente a morte de mais de 8 milhões de pessoas em todo o mundo. Esse quadro torna-se mais preocupante pelo aumento do consumo de tabaco por crianças e adolescentes, em especial, nestes últimos tempos atraídos pelos famosos vapes [dispositivos eletrônicos para fumar] que, de acordo com estudos recentes, possuem mais de 80 substâncias nocivas à saúde, entre elas metais pesados e substâncias cancerígenas.

De olho em conter seu crescimento no Brasil, e debater mais amplamente uma possivel regulamentação no país, Gisela Simona chegou a realizar ano passado audiência pública na Câmara, mostrando a gravidade do problema, seja pela falha na fiscalização, seja na falta de controle do que está sendo ofertado para o consumidor brasileiro.

“Há um discurso hoje nas redes sociais que estes cigarros eletrônicos não causam dano à saúde. Eles vêm em diversos sabores para exatamente fazer essa sedução, principalmente, aos nossos jovens e adolescentes. Quando temos dados que estes cigarros liberam doses de nicotina e de outras substâncias tóxicas, tornando-os até mais graves do que o uso do cigarro comum. Por isso a relevância, ao meu ver ver, do projeto de lei e, sobretudo, de ferramentas publicitárias que possam se contrapor à bem sucedida indústria do tabaco”.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as empresas de tabaco gastam mais de US$ 8 bilhões por ano em marketing e publicidade, tendo como foco principal, a população mais jovem, onde se dá o início da dependência. Para se contrapor à esta indústria, sobretudo, à guerra publicitária que ela paga, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se uniram com a finalidade de fortalecer as políticas públicas de controle do tabagismo, revelando por meio de estudos científicos os danos provocados à saúde pelo cigarro eletrônico.

Entenda

Nos últimos seis anos, o consumo de cigarros eletrônicos no Brasil cresceu 600%. Os dados são do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) e significa que quase três milhões de adultos são usuários dos também chamados vapes.

Ainda que a comercialização, importação e propaganda dos cigarros eletrônicos sejam proibidas no Brasil desde 2009, elas não têm sido suficientes.

Conforme o estudo ‘Risco de iniciação ao tabagismo com o uso de cigarros eletrônicos: revisão sistemática e meta-análise’, conduzido pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e, publicado em 2022, o uso de cigarros eletrônicos aumenta em mais de três vezes o risco de experimentação do cigarro tradicional.

Este crescimento assustador, no uso destes cigarros no Brasil, vem chamando a atenção . É preciso lembrar que conforme dados da Organização Mundial de Saúde[OMS], o tabagismo é a principal causa de morte evitável do planeta e se o uso dos cigarros eletrônicos surgiu como uma suposta alternativa para cessar o uso dos cigarros tradicionais, vários pneumologistas adiantam que isso não é verdade, aliás, bem ao contrário, se avolumam estudos apontando sua periculosidade.



Fonte: O Documento

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