POLÍTICA
Avião da FAB era única forma trazer ex-primeira-dama, diz ministro
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, defendeu nesta 6ª feira (18.abr.2025) que o uso de avião da FAB (Força Aérea Brasileira) era a única forma de trazer a ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia Alarcón ao Brasil. O governo brasileiro concedeu asilo diplomático a mulher do ex-presidente peruano Ollanta Humala depois de a Justiça condená-la por corrupção. A decisão foi criticada pela oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O avião da FAB existe para servir ao governo brasileiro em ações dos mais diferentes aspectos e das mais diferentes motivações. Nesse caso específico foi a única forma em que havia de retirá-la com segurança e rapidez do país, com a concordância do governo peruano”, disse Vieira em entrevista à GloboNews.
O chanceler declarou que o asilo diplomático a Nadine Heredia foi concedido por “questões humanitárias”. Ele afirmou que a ex-primeira-dama foi operada recentemente por um problema na coluna e estava acompanhada de seu filho que é menor de idade. Os 2 chegaram a Brasília na 4ª feira (16.abr). Vão morar em São Paulo, segundo informou o advogado Marco Aurélio de Carvalho ao Poder360.
“O asilo diplomático foi concedido com base na Convenção de Caracas e também com base está prescrito na legislação brasileira em relação a asilo diplomático. Foi, do nosso ponto de vista, também concedido com base em questões humanitárias. Ela foi recentemente operada por uma questão grave de coluna vertebral, está em recuperação e precisa completar o tratamento e também estava acompanhada de um filho menor”, disse Vieira.
O ministro também afirmou que comunicou a decisão de aceitar o pedido de asilo a Lula. Segundo o diplomata, o pedido estava conforme os “padrões” estabelecidos pela Convenção Internacional de Caracas e pela legislação internacional.
“Eu comuniquei, sim, ao presidente Lula que estava sendo concedido o asilo diplomático, porque estava absolutamente dentro das normas e dos padrões estabelecidos na Convenção [Internacional de Caracas] e na legislação internacional”, declarou.
Nadine Heredia e o seu marido, o ex-presidente peruano Ollanta Humala (2011–2016), foram condenados a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro, acusados de receber recursos ilegais da Odebrecht e do governo venezuelano. Ambos negam as acusações.
O julgamento durou 3 anos, período em que o ex-presidente alegou perseguição política.
Humala é o 2º ex-presidente peruano preso e o 4º envolvido no caso Odebrecht, que passou a se chamar Novonor em 2020.
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