POLÍTICA

Acredita para baixa renda financiou R$ 3,1 bi, diz Wellington Dias

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O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou que a faixa do programa Acredita voltada para a população de baixa renda já financiou R$ 3,1 bilhões a 200 mil pessoas inscritas no Cadastro Único desde o lançamento, em outubro de 2024. O recurso é destinado a microempresários e tem juros mais baixos oferecidos por instituições financeiras parceiras.

Em entrevista ao Poder360, o ministro disse que o programa tem auxiliado os beneficiários do Bolsa Família a deixar o programa, por conseguirem multiplicar suas rendas.

“Estou trabalhando para que a gente, muito em breve, possa comemorar o 1º milhão de empresários e empresárias do Bolsa Família, que geram emprego para outras pessoas”, disse. Dias afirmou querer chegar à marca até 2026, mas disse que, se conseguir antecipar para este ano, ficaria “muito feliz”.

O programa Acredita no 1º Passo permite que beneficiários do Bolsa Família e dos que estão inscritos no Cadastro Único possam ter acesso a crédito com orientações para empreender. A iniciativa oferece cursos de qualificação profissional.

Os aportes chegam a R$ 21.000. Podem participar aqueles que têm de 16 a 65 anos. Pessoas com deficiência, mulheres, jovens, negros e integrantes de populações tradicionais e ribeirinhas têm prioridade.

De acordo com Wellington Dias, o Banco do Nordeste puxa a fila dos empréstimos. Metade das operações são financiadas pela instituição pública regional.

Na entrevista, o ministro afirmou também que 89% dos empregos criados com carteira assinada em 2025 são do Cadastro Único. São 474 mil pessoas de um saldo de 531 mil. Em 2024, o número chegou a 98,8%.

“Nós alteramos as regras ali em 2023 e nem todo mundo sabe desse novo regramento. Nem o setor empresarial, nem os que são beneficiários do Bolsa Família. O fato concreto é assim: quando assina a carteira de trabalho não é motivo para perder o emprego [o ministro quis dizer o benefício]. Garantir que o ato de assinar a carteira é o que a gente quer. Nós queremos é o emprego, queremos é que a pessoa possa crescer”, disse.

O Poder360, porém, mostrou que das 20,6 milhões de famílias inscritas no Bolsa Família, 7 milhões recebem dinheiro do programa há 10 anos ou mais, de acordo com dados de fevereiro de 2025. Esse número representa 34,1% do total e mostra a dificuldade que algumas parcelas da população têm em deixar de depender do Estado para se manter.

Os dados são exclusivos e foram obtidos pelo Poder360 via Lei de Acesso à Informação, com cruzamento de informações do Ministério do Desenvolvimento Social.

A região que tem o maior percentual de beneficiários em dependência longa é o Nordeste: 38,8% (ou 3,7 milhões) estão no programa desde 2015 ou antes. Norte (33,7%), Sul (29,5%), Sudeste (29,1%) e Centro-Oeste (26,9%) aparecem na sequência.

Infográfico sobre o Bolsa Família e beneficiários em dependência longa do programa

Dias afirmou que o governo Lula criou um “bolsão de segurança” ao mudar as regras do Bolsa Família para que as pessoas não tenham medo de perder o benefício ao empreender e ter um novo emprego, com a saída e volta automática ao programa dependendo da renda.

Uma delas é a “Regra de Proteção”, que permite que inscritos que aumentem de renda possam receber 50% do valor do auxílio por até 24 meses. Podem receber o benefício famílias com renda de até R$ 218 mensais por pessoa e que cumpram todos os requisitos cadastrais.



Fonte: Só Notícias

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