POLÍTICA
29% entendem que a vida piorou após posse de Lula, diz Datafolha
Para 29% dos brasileiros, a vida piorou depois da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada na 6ª feira (4.abr.2025).
O levantamento também mostra que 28% afirmaram que a vida melhorou. Levando em consideração a margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais, as visões de melhora e piora estão em empate técnico.
A maior parte dos entrevistados (42%), disse que a vida continuou igual desde a mudança do governo e 1% não soube responder.
Em resumo, de acordo com o Datafolha:
Segundo o instituto de pesquisa, desde julho de 2024, houve um aumento no número de pessoas que entenderam que a vida piorou: elas somavam 23% no ano passado.
A variação entre aqueles que consideram que sua vida está melhor se deu dentro da margem de erro: em 2024, eram 26%. Já os brasileiros que percebem que a vida continuou igual passou de 51% para os atuais 42%.
Também segundo o Datafolha, o presidente conseguiu frear as seguidas quedas em sua popularidade. A taxa de eleitores que avaliam o governo do presidente como “ruim” ou “péssimo” recuou de 41% para 38%, desde fevereiro, dentro da margem de erro do levantamento, de 2 pontos percentuais.
Já os eleitores que avaliam o governo petista como “ótimo” ou “bom” foram de 24% para 29% no período. Apesar desse crescimento, a percepção negativa dos brasileiros com o governo Lula ainda está quase 9 pontos percentuais à frente da avaliação positiva.
A percepção do governo Lula como “bom” ou “ótimo” também ficou atrás da avaliação “regular”, que está em 32% e se manteve no mesmo patamar da pesquisa de fevereiro. Há também 1% que não soube responder.
Eis a avaliação do governo, segundo o Datafolha:
Essa é a 2ª pior avaliação do governo Lula registrada pelo Datafolha desde a posse. O resultado só fica atrás dos números de fevereiro.
O Datafolha entrevistou 3.054 pessoas, com 16 anos ou mais, em 172 municípios, de 1º a 3 de abril. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.
As empresas de pesquisa não usam necessariamente os mesmos enunciados das perguntas nem as mesmas opções de respostas quando avaliam o desempenho dos governos e dos governantes.
É impreciso afirmar que o eleitor aprova ou desaprova o trabalho de um governante ou da administração pública se a questão dá como opções de respostas estas 6 opções: “ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim”, “péssimo” ou “não sabe ou não respondeu”.
É comum entender que a soma das respostas “ótimo” e “bom” seria sinônimo de “aprova o governo”. E que a soma de respostas “ruim” e “péssimo” seria equivalente à “desaprovação do governo”. Esse entendimento está incorreto porque desconsidera a parcela dos eleitores que respondeu “regular”. Os entrevistados que escolhem a categoria “regular” podem tanto aprovar como desaprovar a administração ou o governante.
As opções de respostas citadas acima (“ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim” ou “péssimo”) são uma idiossincrasia em pesquisas brasileiras. No país onde mais se faz estudos de opinião pública no planeta, os Estados Unidos, o mais comum é a pergunta ser sempre direta e binária, com apenas duas opções de resposta: aprova ou desaprova.
O PoderData, empresa de pesquisas do Grupo Poder360, faz uma pergunta direta sobre o governo federal em suas pesquisas, indagando se o eleitor aprova ou desaprova. No caso da avaliação do trabalho pessoal do presidente da República, questiona-se se o entrevistado considera que é “ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim” ou “péssimo”.
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