SAÚDE
“Não consigo comer”: entenda sintomas de usuários de pasta da Colgate
Nas redes sociais e em sites de defesa do consumidor como o Reclame Aqui, “Minha boca sangrava sem parar”, “fiquei com tantas feridas que não consigo comer” e “fiquei com bolhas na boca” são exemplos de algumas das denúncias feitas (veja mais na galeria abaixo).
Diante do volume de denúncias recebidas, a Anvisa decidiu fazer uma “interdição cautelar” de todos os lotes do produto até que as fiscalizações sejam concluídas.
A linha Total da empresa surgiu como alternativa ao Total 12, com mudanças na fórmula original para aumentar seu potencial de “prevenção de problemas”, segundo a empresa, que vão da formação de tártaro até as manchas no dente. A principal mudança na formulação foi a troca do fluoreto de sódio por fluoreto de estanho.
Se forem confirmados riscos à saúde, a suspensão poderá ser estendida, incluindo a possibilidade de descontinuação do produto.
Mudança na fórmula e aumento das reações alérgicas
Consumidores que usaram a pasta Clean Mint descreveram sintomas como lesões dolorosas na boca, inflamações nas gengivas e até dificuldade para mastigar devido ao inchaço nas áreas afetadas.
A dentista Ianara Pinho, de Brasília, explica que a mudança de fórmula pode desencadear reações alérgicas em alguns pacientes. “É possível que pessoas sensíveis ao fluoreto de estanho estejam desenvolvendo descamação da mucosa bucal, aftas e irritações”, afirma.
Segundo a dentista, embora o fluoreto de estanho seja considerado seguro para a maioria, ele pode causar . Por isso, ela recomenda que diante de qualquer sinal dos sintomas, os usuários deixem de fazer uso do produto.
Respostas da Colgate e orientações de especialistas
A Colgate-Palmolive, em nota oficial enviada em 12 de março ao Metrópoles, defendeu que a nova fórmula da pasta de dente passou por mais de 10 anos de pesquisa e testes rigorosos. No entanto, a empresa reconheceu que algumas pessoas podem apresentar sensibilidade a determinados ingredientes, como o fluoreto de estanho, e recomendou que consumidores afetados entrassem em contato com a central de atendimento.
Ianara afirma que a maioria das pessoas com reações adversas ao produto melhoraram após a suspensão do uso em poucos dias. Em caso de reações alérgicas muito prolongadas, a orientação é procurar um profissional de saúde imediatamente.
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