CIDADES
Mestre da viola de cocho e ícone cultural pantaneiro morre aos 86 anos
O mestre da viola de cocho, Lourenço Ferreira Mendes, morreu nessa sexta-feira (14), em Cáceres (a 220 km de Cuiabá), aos 86 anos. “Seu Lourenço”, como era conhecido, era um ícone da cultura cacerense e pantaneira. Casado com Dona Lídia Micaela da Silva Mendes, o mestre cururueiro deixa dez filhos, 17 netos e 16 bisnetos.
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Desde a infância, era apaixonado por viola de cocho, e começou a confeccionar seus próprios instrumentos aos 17 anos. O artesão era um patrimônio cultural de Cáceres. Ele fazia parte de um grupo de cururu que se apresentava em eventos e festas de santo. Além disso, ministrava oficinas de confecção de viola de cocho em eventos e programações regionais, como na Feira do Pantanal do ano passado. Ele também construía canoas de madeira, feitas artesanalmente com machado.
Seu Lourenço lutava contra um câncer e, há cerca de dois meses, realizou uma “Ação entre Amigos” para ajudar a custear o tratamento médico.
A Unemat de Cáceres emitiu nota de pesar. “O mestre Lourenço continuará vivo em nossas memórias como um patrimônio cultural inconteste do estado de Mato Grosso e do Brasil. Contador de histórias, artesão de viola de cocho e outras lindezas que muito bem sabia elaborar com madeira (gamelas, peixinhos, tigelas, barcos, etc), compositor, artista de mão cheia na arte do cururu, enfim, um grande mestre de saberes e ofícios. Era também um exímio narrador. Durante anos colaborou com o Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais , socializando suas sabedorias ancestrais com nossos estudantes”, diz trecho da nota.
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A comunidade cacerense também publicou homenagens nas redes sociais. “Meu coração se entristece porque não terei mais a oportunidade de ouvi-lo, mas sou eternamente grata por ter convivido com ele e ter registrado momentos inesquecíveis… Sei que já deve está afinando alguma viola ou em uma prosa gostosa e respeitosa com seus companheiros que já se foram… Seu Lourenço viveu e transpirou a cultura Cacerense”, disse uma amiga.
“Sua partida para sempre será sentida, porem sempre será lembrado Mestre Curueiro. Obrigada por ter contribuido em manter viva a tradição pantaneira. Deixa o seu legado e exemplo de amor à sua terra e a cultura Mato-grossense”, escreveu outra pessoa.
O velório está sendo realizado desde as 4h na Capela da Pax Silva, na Avenida Getúlio Vargas. O sepultamento está marcado para as 16h deste sábado, no Cemitério Park dos Ipês.
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