POLÍTICA

Lula cita acordos e parcerias e fala em “estreitar laços” com Japão

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer fortalecer laços com o Japão por meio de acordos e parcerias econômicas. Em vídeo publicado no seu perfil oficial do Instagram, Lula relembrou a 1ª ida ao país asiático e falou sobre a importância do Brasil receber seus investimentos.

Na postagem, que traz partes do discurso de Lula no encerramento do Fórum Brasil-Japão, o presidente explica que a 1ª vez em que esteve no Japão foi a convite de trabalhadores da montadora de automóveis nipônica, Toyota. Falou que, agora, quer estreitar laços “econômicos, sociais e políticos” com o país. “Assinaremos 10 acordos de cooperação nas mais diversas áreas, além de quase 80 instrumentos entre empresas, bancos, universidades e outras instituições”, disse o presidente.

Lula citou a corrente econômica entre Brasil e Japão, que apresentou déficit de mais de US$ 6 bilhões nos últimos 15 anos, passando de US$ 17 bilhões em 2011 para US$ 11 bilhões em 2024. Disse que uma solução para equilibrar a conta é estabelecer um acordo entre o Japão e o Mercosul e acréscimo de investimentos externos.

Nosso comércio bilateral diminuiu nos últimos anos. Este fórum empresarial é a oportunidade para reverter esse declínio. Estou seguro de que precisamos avançar com a assinatura de um Acordo de Parceria Econômica entre o Japão e o Mercosul. O futuro da nossa relação também passa pelo aumento dos investimentos. Estamos fomentando a estabilidade social, econômica, jurídica, ambiental e política que consolidam o Brasil como uma excelente opção para investidores”, argumentou.

Em outra parte do discurso, Lula disse que a democracia mundial corre perigo com a ascensão da “extrema-direita negacionista” e fez críticas ao protecionismo e à descrença na questão climática.

A democracia corre risco no planeta com eleição de extrema direita negacionista que não reconhece sequer vacina, não reconhece sequer a instabilidade climática e não reconhece sequer partidos políticos, sindicatos e outras coisas. E a negação da política não trará nenhum benefício para a humanidade“, afirmou.

Os comentários foram vistos como alfinetadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). Lula citou “negacionistas que não querem sequer atender o cumprimento do Protocolo de Kyoto”, sendo que os Estados Unidos se recusaram a assinar o acordo, estabelecido em 1997 para redução da emissão global.

Lula também abriu as portas a empresários japoneses, afirmando que o Brasil é um “porto-seguro” para investidores estrangeiros. “Eu quero convidar os japoneses a investirem no Brasil, porque o Brasil é um porto seguro, como foi para os japoneses em 1908, nós queremos ser em 2025 atraindo parcerias, joint ventures e investimentos japoneses no nosso país”, disse Lula.

Assista a íntegra do discurso (19min):

O presidente já havia comentado sobre a possibilidade de receber investidores japoneses durante reunião com representantes da Abiec (Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne), na 3ª feira (24.mar). Ao falar sobre transição energética mundial, ressaltou o desenvolvimento do etanol brasileiro e convidou empresários do país asiático para aportarem capital no Brasil.

Ainda sobre investimentos e parcerias comerciais, Lula comentou sobre a necessidade de firmar um acordo entre o Japão e o Mercosul. Disse que os países “têm mais a ganhar com integração do que com práticas protecionistas”, em nova alfinetada a Trump e às tarifas de importação impostas pelo republicano.



Fonte: Só Notícias

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