POLÍTICA
Governador diz que Tolerância Zero é “pra fora e dentro” após prisões de policiais por morte de advogado em MT
O governador Mauro Mendes se pronunciou, hoje, sobre as prisões de quatro policiais militares investigados por suposto envolvimento no assassinato do advogado Renato Nery, ex-presidente da OAB. “Com essas prisões mostramos claramente que o programa Tolerância Zero é tolerância zero pra fora e dentro para fora que vamos sim cortar na carne qualquer irregularidade cometida dentro das nossas forças de segurança”, afirmou referindo-se que o programa de segurança, lançado recentemente, tem ações abrangentes contra criminalidade, “não importa se cometidos dentro ou fora de nossos quadros”.
“A Polícia Militar já abriu uma comissão processante que vai acompanhar as investigações independentes da Polícia Civil e, se forem culpados realmente, eles vão ser expulsos e vão receber o tratamento que qualquer um que cometer crime tem que receber no Estado de Mato Grosso”.
Mauro também disse que esses policiais investigados vão ter o direito de se defender. “Quero parabenizar a Polícia Civil pelo trabalho que está fazendo” e no “Estado tem índice de 90% de elucidação dos crimes cometidos aqui no Estado contra uma média Nacional de 40%”. “Reafirmo minha convenção, crença, no trabalho da grande maioria absoluta dos nossos profissionais, das forças de segurança de Mato Grosso que são homens sérios e que todos os dias trabalham para defender (a sociedade), arriscando sua vida”.
A justiça autorizou os pedidos feitos pela Polícia Civil que desencadeou, hoje, em Cuiabá e Várzra Grande, a operação Office Crimes – a Outra Face, e cumpriu cinco mandados de prisão temporária a envolvidos no crime, sendo cinco policiais militares e um caseiro apontado como o executor, além de dois mandados de busca e apreensão. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio. Quatro militares e o executor foram presos e um militar está foragido. As buscas foram em uma chácara de uso dos investigados, no bairro Capão Grande, em Várzea Grande, e no Batalhão de Ronda Ostensiva Tático Metropolitana, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá.
Renato Nery, de 72 anos, foi morto a tiros no dia 5 de julho do ano passado, na frente de seu escritório, na capital.
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