SAÚDE
Febre amarela: entenda a situação e saiba se você deve se preocupar
Nenhuma das vítimas estava vacinada contra a febre amarela, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). A incidência de casos aumenta a preocupação com um novo surto relacionado à doença.
“A única forma de prevenção da febre amarela é a vacinação. Ela é segura e eficaz, e confere imunidade para vida toda”, explica a infectologista Tânia Chaves, coordenadora do Comitê de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
Existem riscos de novos surtos?
Historicamente, a febre amarela segue um padrão cíclico de surtos a cada sete a oito anos, com maior incidência entre dezembro e maio. O último surto importante iniciou em dezembro de 2016 e foi até o ano seguinte. Com a diminuição da cobertura vacinal nas Américas, o perigo de uma epidemia aumenta.
O desmatamento é outro fator que contribui para surtos. Ele altera os habitats naturais dos mosquitos e hospedeiros, aumentando a interação de humanos com animais infectados.
“Infelizmente, pela presença do ciclo silvestre e o aumento progressivo do desmatamento, com pessoas se deslocando para áreas onde existe a doença, aumenta o risco de novos surtos”, diz o professor de medicina César Omar, da Universidade Católica de Brasília.
Formas de transmissão da febre amarela
A transmissão da febre amarela ocorre através da picada dos mosquitos infectados das espécies Haemagogus e Sabethes em áreas de mato, e do mosquito espécie Aedes aegypti em locais urbanos. Assim, existem dois ciclos de transmissão da doença:
Ciclo silvestre: ocorre quando mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes picam animais infectados (como macacos) e, posteriormente, transmitem o vírus a seres humanos que vivem ou transitam em áreas de floresta, zonas rurais ou periurbanas.
Ciclo urbano: ocorre quando o Aedes aegypti pica uma pessoa infectada e, em seguida, transmite o vírus a outras pessoas em áreas urbanas.
Sintomas da doença
Os sintomas da febre amarela variam de acordo com a gravidade de cada caso, podendo incluir:
Febre alta;
Dor de cabeça;
Dores musculares;
Náuseas;
Vômitos;
Icterícia (pele e olhos amarelados);
Sangramentos;
Falência de órgãos.
Como se prevenir
A vacinação é a principal medida para após a picada do mosquito. No entanto, algumas medidas de prevenção podem ser tomadas para controlar o avanço da doença, como a eliminação de criadouros de mosquitos e o uso de repelentes e roupas protetoras.
Para quem reside em áreas de mata, o cuidado deve ser redobrado. “É recomendado evitar atividades ao ar livre nos horários de maior atividade dos vetores, geralmente ao amanhecer e ao entardecer”, orienta a infectologista e professora de medicina Eveline Vale, do Centro Universitário de Brasília (CEUB).
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