POLÍTICA

Entorno de Bolsonaro avalia ação no exterior para minar STF

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O entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estuda algumas ações internacionais em relação à denúncia pela tentativa de golpe ao STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo apurou o Poder360, o movimento seria uma estratégia para promover uma comoção no exterior. A avaliação de aliados é de que a velocidade do processo tem sido “atípica” e a expectativa é de que o ex-presidente seja preso ainda em 2025.

Apesar disso, há relatos de que o “timing” para uma ação internacional já tenha passado e que o movimento deveria ter ganhado força antes de a PGR (Procuradoria Geral da República) oferecer a denúncia, ainda na fase das investigações da PF (Polícia Federal).

Na 5ª feira (14.mar.2025), o processo que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022 teve 3 andamentos. São eles:

Dentro de 10 dias, os ministros vão decidir se Bolsonaro e mais 7 pessoas se tornam réus. Os ex-ministros Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto também fazem parte do grupo denunciado. Também estão incluídos o ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid.

A velocidade do andamento do processo foi alvo de críticas do ex-presidente, que disse que o processo tem sido tocado na “velocidade da luz”.

A tática de expor o processo no exterior foi utilizada pelo próprio Cristiano Zanin, então advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o processo da Operação Lava Jato. Em 2016, Zanin foi até o Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), na Suíça, para criticar o então juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato. Em 2022, o Supremo reconheceu irregularidades no julgamento e, desde então, tem anulado condenações.

Não há detalhes das ações que devem ser iniciadas no exterior, no entanto, entre os Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é quem tem a maior interlocução no exterior. Desde a eleição do presidente Donald Trump (Partido Republicano), o congressista tem ido constantemente aos Estados Unidos para tratar no Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes de uma lei norte-americana que pode resultar no impedimento da entrada de Moraes no país.

No Brasil, o PL (Partido Liberal) quer que o deputado chefie a Credn (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional). No entanto, o PT (Partido dos Trabalhadores) quer barrar o congressista de presidir a comissão justamente por sua atuação nos Estados Unidos. A liderança colocaria o congressista em uma posição de representante do Congresso, enquanto defende pautas de interesse da oposição ao governo.



Fonte: Só Notícias

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