POLÍTICA
Deputado do PL do Rio nomeia ex-secretário suspeito de negociar com chefes do CV
Montenegro ficou seis dias preso após operação da Polícia Federal em 2021, sob suspeita de negociar a transferência de chefes do Comando Vermelho de penitenciárias federais para o Rio de Janeiro. O então secretário teve conversas gravadas com presos como Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP.
O ex-secretário foi acusado de falsidade ideológica por supostamente apresentar informações falsas à Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, como justificativa para visitar detentos como Marcinho VP.
Em 2022 o TRF-2 (Tribunal Reginal Federal da 2ª Região) trancou a ação penal por entender que “a intenção dele era estabelecer um tipo de armistício entre as facções criminosas, de forma não muito correta é claro, mas longe de caracterizar satisfação de interesse ou sentimento pessoal”.
Diálogos entre o então secretário e traficantes presos foram gravados pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional). Montenegro, nas conversas, dizia saber da entrada de celulares nas prisões fluminenses e da expansão do Comando Vermelho para outros estados e países.
Em outra denúncia da Promotoria do Rio de Janeiro, Montenegro é suspeito de ter facilitado a soltura do traficante Wilson Carlos Quintanilha, o Abelha, hoje considerado foragido. Mesmo com mandado de prisão em aberto, Abelha saiu pela porta da frente do Complexo de Bangu em 2021. Câmeras da penitenciária mostram que, na saída, Abelha apertou a mão de Montenegro.
O Ministério Público denunciou Abelha e Montenegro à Justiça em dezembro do ano passado, mas a denúncia foi rejeitada por excesso de prazo. A Promotoria recorreu da decisão.
Montenegro e seus atuais advogados não foram encontrados pela reportagem.”É um advogado renomado, competente. Conhece o sistema penitenciário e vai ajudar muito por tudo aquilo que adquiriu de conhecimento”, afirma Knoploch.
O deputado protocolou esta semana na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar supostas irregularidades na administração da Seap.
“Não tem contradição [na nomeação]. A acusação contra ele é de que ele se encontrou com preso? Todo secretário da Seap, em algum momento, conversa com detentos, isso é natural”, diz Knoploch.
Na quarta-feira (12), a Justiça do Rio determinou o afastamento de um subsecretário e dois inspetores da Seap por suspeita de corrupção ativa e passiva, após um preso do Complexo Prisional de Bangu denunciar ter sido coagido e pressionado a pagar propina para conseguir laudos médicos e ser beneficiado com prisão domiciliar.
A Seap foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até a publicação.
Leia Também: PGR se manifesta contra suspeição de Dino e Zanin em julgamento de Bolsonaro
-
MATO GROSSO3 dias agoALMT tem agenda intensa de reuniões e audiências públicas
-
POLÍCIA6 dias agoPolícia Militar apreende mais de 200 tabletes de entorpecentes em Pontes e Lacerda
-
MATO GROSSO3 dias agoMega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 150 milhões nesta quarta
-
MATO GROSSO4 dias agoArcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza
-
Rondonópolis7 dias agoContribuintes com dívidas em 2026 também serão contemplados no Quita Fácil 2026
-
MATO GROSSO7 dias agoPrefeitura entrega tablets e amplia digitalização da fiscalização em Cuiabá
-
Rondonópolis6 dias agoPit stop leva conscientização contra câncer de mama e de colo do útero para semáforo
-
POLÍCIA7 dias agoPolícia Militar prende mulher que esfaqueou companheiro em Cuiabá


