CIDADES
DAE: dados de pesquisa são de antiga gestão e há ações para reverter cenário
O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande se pronunciou, por meio de nota, sobre os dados publicados pelo Instituto Trata Brasil, em que o município está entre as 20 cidades com o pior investimento em saneamento básico. Segundo o DAE, os dados são referentes ao ano-base de 2022, e “refletem um histórico de desafios enfrentados por Várzea Grande ao longo de décadas”.
Em nota, o departamento mencionou os dados disponibilizados pelo Trata Brasil – extraídos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) – falando que os números mostram a “defasagem de aportes financeiros acumulada ao longo dos anos”. O levantamento destaca quanto ao fato do município ter 88,28% da população com acesso à água tratada, 29,07% com atendimento de esgotamento sanitário e 26,20% da população com acesso ao tratamento de esgoto, além de citar o investimento irrisório de R$ 25,91 por habitante.
DAE-VG

“Hoje, a atual gestão do DAE/VG atua sob decreto de calamidade pública, em virtude das condições críticas herdadas no sistema de abastecimento e saneamento. Desde janeiro de 2025, a administração trabalha com total foco na recuperação estrutural, na retomada de obras paralisadas e na reestruturação de processos essenciais”, destacou o departamento.
Dentre as medidas adotadas pela atual gestão e apresentadas na nota estão:
- ETE Santa Maria: Retomada das tratativas para concluir uma das obras mais importantes para o saneamento de Várzea Grande. Iniciada em 2013, a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria atenderá até 60% da população. A obra faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Atualmente, apenas 8% dela foi executada.
- Expansão da rede de abastecimento: Está em fase de aprovação, também via PAC, um novo investimento de R$ 17 milhões para ampliar a rede de água tratada, com a construção de cinco reservatórios – três com capacidade para 2,5 milhões de litros e dois com capacidade para 2 milhões de litros –, além da implantação de 1,2 km de novas adutoras. O prazo de execução é de até 15 meses após a licitação.
- Melhoria na logística: O DAE está criando mais pontos de abastecimento para agilizar as soluções alternativas individuais de abastecimento de água (SAI) para consumo humano (SAI) em bairros mais distantes. Esses pontos, que servem como bases de abastecimento, estão sendo expandidos da ETA Júlio Campos para as ETAs Velha, Cristo Rei, Pari e para o ponto de apoio do São Mateus, reduzindo o tempo de resposta nas entregas.
- Reestruturação administrativa: O DAE está em fase avançada de contratação e reativação de serviços essenciais, como limpeza de redes, manutenção de estações e equipes operacionais. Muitas licitações estavam vencidas, o que comprometia a agilidade nos atendimentos. A regularização desses contratos permitirá mais eficiência e celeridade nos serviços.
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