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CRM vai processar vereador; médica se afasta para tratamento de saúde

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O presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Diogo Sampaio, afirmou que a entidade está acionando o vereador de Várzea Grande, Kleberton Feitosa (PSB) na Justiça. Na semana passada, o parlamentar invadiu áreas restritas do Pronto-Socorro Municipal (PSMVG), filmou, constrangeu e difamou uma médica que atendia no local. A médica foi afastada para tratamento de saúde.

Divulgação

Diogo Sampaio, Kleberton Feitoza Eust�quio

À esquerda, o presidente do CRM-MT, Diogo Sampaio, e à direita o vereador por Várzea Grande Kleberton Feitoza.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na semana passada, a profissional estava na sala de descanso quando foi informada que o parlamentar estava procurando por ela, dizendo que a médica não estava exercendo sua função como deveria.

“A médica está extremamente abalada, ela esteve aqui, já está aqui conosco, inclusive. O Conselho Federal de Medicina, preocupado com isso, está aqui presente com sua diretoria. Isso é inadmissível. Ela [a médica] atuou em todo momento atendendo os pacientes. É uma mentira que ela saiu da unidade. Nós temos a prova disso com as câmeras de segurança. Nós recebemos as imagens. Ela não saiu em nenhum momento da unidade hospitalar”, afirmou Diogo em entrevista coletiva nesta quinta-feira (13).

Ainda conforme Diogo, a profissional ficou coagida, presa dentro do banheiro. “O vereador a ameaçou a todo momento, gritando no meio dos corredores. Eram três médicos de plantão. Um estava atendendo uma parada cardíaca. Um outro médico levando um paciente grave, sendo transferido para o Hospital Geral. E a médica atendendo a todo momento os pacientes que ali chegavam. Inclusive, temos toda a listagem desses pacientes que foram atendidos”, detalhou.

Na semana passada, o CRM protocolou um pedido de cassação do cargo do parlamentar. “Esse vereador vai responder todos os crimes, com a ação, inclusive, e ajuda do próprio Conselho Federal, no Ministério Público, no Ministério Público do Trabalho, em todas as instâncias necessárias para a gente garantir o respeito aos profissionais de saúde, especialmente aos médicos”, disse.





Fonte: RDNews

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