SAÚDE

Bronquiolite: entenda o que fez bebê de Virginia Fonseca ser internado

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Virginia Fonseca revelou nesse sábado (1º/3) que o filho caçula, José Leonardo, de 5 meses, devido a uma bronquiolite. O menino está no Hospital Jutta Batista, no Rio de Janeiro.
A influenciadora compartilhou a notícia por meio das redes sociais e tranquilizou os seguidores ao afirmar que, apesar da necessidade de tratamento intensivo, o quadro do bebê não é grave.
“Hoje tive a clara certeza de que nós fazemos um plano e Deus faz outro! Tinha combinado tudo para ir para Florianópolis, fazer uma surpresa para o Zé, curtir o show dele, mas Deus tinha outro combinado. José está com bronquiolite. Não está grave, mas precisando de tratamento intensivo”, escreveu no Instagram.
Na publicação, Virginia mostrou uma imagem em que o filho aparece sorridente, apesar do uso de equipamentos para auxiliar na respiração.

O que é bronquiolite?
A bronquiolite é uma infecção viral que atinge as vias respiratórias inferiores, principalmente em bebês e crianças menores de dois anos. Geralmente, é causada pelo (VSR), além de outros agentes como rinovírus e parainfluenza.
De acordo com o manual MSD, a inflamação provocada pela doença reduz o fluxo de ar nos pulmões e, em casos mais graves, pode comprometer a oxigenação do sangue.
Sintomas e diagnóstico
Os primeiros sinais da bronquiolite se assemelham aos de um resfriado comum, incluindo coriza, espirros, febre baixa e tosse leve. Com a evolução da doença, a criança pode apresentar dificuldade para respirar, respiração acelerada e chiado no peito.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico. O nível de oxigênio no sangue pode ser medido por oximetria de pulso e, em casos graves, exames laboratoriais e raio X de tórax podem ser solicitados.
“É preciso ter atenção aos sintomas de um acometimento mais grave. O cansaço intenso, o desconforto respiratório e o chiado no peito ao respirar devem ser sinais de alerta para os pais buscarem o hospital, já que a condição do bebê pode se agravar rapidamente”, explica o infectologista pediátrico Marco Aurélio Sáfadi, diretor de pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Sequelas da doença
A pediatra Nathália Sarkis, do Centro Médico Lúcio Costa, explicou que, apesar de ser mais comum em bebês, crianças maiores de dois anos também podem desenvolver o quadro.
“Nos primeiros anos de vida, o sistema imunológico ainda é imaturo, por isso os bebês se tornam mais vulneráveis, especialmente os prematuros e os que possuem asma ou bronquite”, afirmou em entrevista anterior ao Metrópoles.
A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, alertou que a doença pode deixar sequelas se não for tratada. “A bronquiolite pode não só levar a criança à UTI, mas também resultar em problemas respiratórios futuros, como a asma na vida adulta”, disse a especialista em entrevista anterior ao Metrópoles.
Prevenção e vacinação
Para reduzir o risco de infecção, especialistas recomendam medidas como evitar o contato com pessoas gripadas, higienizar bem as mãos e utilizar álcool 70% antes de tocar nos bebês.
No Brasil, o uma vacina contra o VSR, principal causador da bronquiolite. O imunizante, aprovado pela Anvisa em abril, será oferecido a gestantes no segundo ou terceiro trimestre da gravidez. A ideia é que a mãe desenvolva anticorpos e os transmita ao bebê, garantindo proteção nos primeiros meses de vida.
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Fonte: Só Notícias

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