POLÍTICA

Boulos pode ganhar um ministério palaciano depois do Carnaval

Published

on


O deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) está cotado para assumir a Secretaria Geral da Presidência, atualmente ocupada por Márcio Macêdo (PT). Interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que a mudança pode vir depois do Carnaval.

A Secretaria Geral é responsável pela interlocução com movimentos sociais, e Macêdo enfrenta resistência dentro desses grupos, que cobram mais entregas do governo.

Boulos tem bom trânsito com os movimentos sociais e conta com a simpatia de Lula, que o apoiou na eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2024. O nome do deputado vem sendo cogitado desde o final de 2024, mas sem um cargo definido.

No Planalto, a avaliação é que sua nomeação fortaleceria o diálogo entre o governo e os movimentos sociais. No entanto, as negociações foram suspensas temporariamente e só devem ser retomadas depois do Carnaval.

A reforma ministerial já levou Gleisi Hoffmann (PT) para a Secretaria de Relações Institucionais, cargo antes especulado para Macêdo. O deputado José Guimarães (PT-CE) também foi cogitado para assumir um posto na articulação política do governo, mas ministros próximos a Lula, como Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secom), teriam resistido à sua nomeação.

Enquanto isso, o Centrão segue insatisfeito. Segundo apurou o Poder360, o grupo reclama que as mudanças ministeriais têm beneficiado só o PT, sem contemplar partidos aliados.

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) criticou a possível nomeação de Boulos, ironizando que Lula criaria um “Ministério dos Vagabundos Terroristas”.

Boulos rebateu, mencionando um caso judicial envolvendo Gayer: “O órgão seria para gente bêbada que mata alguém atropelado”.

Em 2015, o Ministério Público de Goiás denunciou Gayer por provocar um acidente de trânsito sob efeito de álcool. O deputado também foi envolvido em um acidente em 2000, no qual duas pessoas morreram e uma 3ª ficou paraplégica. Em 2023, a deputada Silvye Alves (União Brasil-GO) resgatou o caso, e Gayer respondeu em um vídeo, declarando que não estava embriagado e que o acidente foi causado por condições adversas da via.

“Eu tinha 19 anos, eu não estava bêbado, eu estava trabalhando como professor, no interior de Goiás, não conhecia a rua, tinha chovido, não vi o pare e o ônibus bateu no meu carro. Eu perdi o meu melhor amigo naquele dia, foi uma das maiores tragédias da minha vida, até hoje eu tenho de conviver com isso”, disse o deputado.



Fonte: Só Notícias

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana