POLÍTICA
“Nísia será reconhecida pelo trabalho que realizou”, diz Gleisi
A presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), a deputada Gleisi Hoffmann, escreveu em seu perfil oficial no X (ex-Twitter) que Nísia Trindade “será reconhecida pelo trabalho que realizou, com sua equipe, na reconstrução do Ministério da Saúde“. A postagem veio depois do anúncio desta 3ª feira (25.fev.2025) de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitiu a ministra da Saúde, ela será substituída por Alexandre Padilha (PT).
Gleisi afirmou que a pasta foi “provavelmente a mais atingida pela destruição no desgoverno anterior”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a congressista, isso “só ressalta o esforço desenvolvido nestes dois anos de governo para devolver à população o direito à assistência, às vacinas, à atenção básica e especialidades”.
A presidente do PT finalizou agradecendo a Nísia e desejando sucesso ao colega de partido que assume o ministério: “Obrigado, companheira Nísia, e siga em frente com a nossa admiração e respeito. Desejo sucesso ao ministro Alexandre Padilha”.

O presidente Lula da Silva demitiu Nísia Trindade do cargo de ministra da Saúde nesta 3ª feira. A insatisfação do Planalto com a gestão da ministra era crescente por diversos fatores. Um dos motivos seria o comando de Nísia em relação à cobertura de dengue no Brasil, que bateu recorde no ano passado com mais de 6,6 milhões de casos e 6.022 mortes, e pela lentidão na vacinação contra a dengue e na confirmação de mortes pela doença.
Alexandre Padilha, atual secretário das Relações Institucionais (SRI), foi nomeado como seu substituto. O cargo de dele deve ser ocupado por Isnaldo Bulhões ou Antonio Brito (PSD-BA), visto que ambos têm bom trânsito com o Centrão –que o governo luta para estreitar a relação. Outro cotado é o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).
Nísia Trindade assumiu o ministério no início do 3º mandato de Lula, em 2023, após uma atuação notável na Fiocruz de 2017 a 2022. Durante a pandemia de covid-19, ela coordenou um acordo para a produção da vacina AstraZeneca no Brasil e liderou um observatório de dados epidemiológicos.
Outro ponto de tensão foi a abordagem de Nísia ao programa Mais Acesso à Especialistas, uma iniciativa que o governo pretendia destacar no terceiro mandato de Lula. A falta de articulação política, especialmente com o Centrão, que busca maior controle sobre o orçamento da pasta, contribuiu para sua saída.
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