POLÍTICA

Lula fala mais e comete mais de 20 gafes em 2 meses; assista

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumula ao menos 23 frases controversas em 2 meses. O período compreende a influência do novo ministro da Secom, Sidônio Palmeira, que propôs uma nova estratégia de comunicação: que o petista fale mais em rádios e fale sobre os feitos do governo.

O método, entretanto, saiu pela culatra. Em entrevista às rádios baianas Metrópole e Sociedade da Bahia, Lula disse que uma das maneiras de “controlar os preços” dos alimentos é a população não comprar o que está caro. “Se você vai ao supermercado em Salvador e você desconfia que tal produto está caro, você não compra”, instruiu.

 

A oposição se municiou da declaração e aproveitou para fazer críticas. Congressistas como Gustavo Gayer (PL-GO), Sérgio Moro (União Brasil-PR) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usaram o X (ex-Twitter) para usar a frase contra o presidente.

O Poder360 compilou as “batatadas” do presidente. Leia e assista abaixo:

Assista ao vídeo (em 1min15seg):

Outra controvérsia foi em 13 de fevereiro, durante cerimônia de entrega de terras da União para o Amapá. O petista afirmou que mudou sua dieta e agora ingere ovo de pata e ema por ter mais “sustância”. 

O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) disse que enviou uma representação à PGR (Procuradoria Geral da República) contra o chefe do Executivo. Segundo ele, a ingestão dos ovos de ema configura “crime ambiental”.

Em entrevista coletiva a jornalistas no Palácio do Planalto, Lula soltou duas frases que repercutiram. Na 1ª, disse que, se depende dele, “não haverá mais nenhuma medida fiscal”. 

Assista ao vídeo (em 1min42):

Ao final, afirmou que os jornalistas que lhe fizeram perguntas na entrevista foram “gentis” e que tomariam uma bronca de seus editores. Agradeceu a cordialidade das perguntas, mas disse que também gostaria de ser “apertado” -termo utilizado quando repórteres fazem perguntas desconfortáveis à autoridade.

Assista ao vídeo (em 1min4seg):

Em 5 de fevereiro, o tema alvo de controvérsia foi a inflação. Segundo Lula, a taxa está “razoavelmente controlada”. Medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação do Brasil está acima da meta de 3% e além do teto (4,5%) permitido. O Banco Central disse que deverá descumprir a meta de inflação em junho.

Assista ao vídeo (em 47seg):

No dia seguinte, em 6 de fevereiro, durante entrevista às rádios Metrópole e Sociedade da Bahia, de Salvador (BA), Lula falou sobre a necessidade de regulamentar a imprensa digital para que não seja utilizada para fazer “canalhice” e “espalhar mentira todo santo dia”.

Em nota enviada ao Poder360, a Secom (Secretaria de Comunicação) esclareceu que o presidente estava se referindo às plataformas digitais, não à atuação da imprensa profissional. Em uma entrevista ao vivo não há script, portanto, o chefe do Executivo pode ter se equivocado em sua fala.

Assista ao vídeo (em 1min7seg):

Na sequência, o petista disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entregou o Brasil com rombo nas contas públicas em 2022. Na realidade, no último ano de Bolsonaro no Planalto, o Brasil teve superavit de R$ 54 bilhões (o equivalente a 0,5% do PIB). Sob Lula, houve déficit de 2,1% em 2023 e de 0,4% em 2024.

Ainda na mesma entrevista, sugeriu que os brasileiros parassem de “comprar o que está caro” a fim de “controlar os preços”. No raciocínio do petista, ao fazer isso, “quem está vendendo vai ter que baixar para vender porque senão vai estragar”.

Assista ao vídeo (em 40seg):

Em 12 de fevereiro, em entrevista à Rádio Diário FM, do Amapá, criticou o “lenga-lenga” do Ibama na exploração por petróleo na foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial. Segundo ele, há o desejo de explorar a commodity e o Ibama não pode ser um órgão contra o governo, mesmo estando na estrutura do Estado.

Assista ao vídeo (em 1min30seg):

À rádio amapaense, Lula teve um relapso e se confundiu ao dizer que a COP30, evento que reúne líderes mundiais para discutir a mudanças climáticas, será realizada no Amapá. O evento, na realidade, será em Belém, no Pará, em novembro de 2025.

Assista ao vídeo (1min15): 

 

Em evento no Amapá, em 13 de fevereiro, Lula se colocou em maus lençóis e falou dos dentes de uma apoiadora, Maria Costa Jane, de 59 anos. Chamou a primeira-dama do Amapá, Priscilla Flores, que é dentista, ao palco, e pediu para que levasse a apoiadora ao Programa Brasil Mais Sorridente.

“Como você é uma senhora de 50 anos, você não tem vergonha, você abre a boca, fala, não tem vergonha, mas não é correto. Então deixa eu falar aqui com o governador… a senhora vai acertar com a primeira-dama, a senhora vai no Brasil Sorridente, vai tratar seus dentes, vai colocar uma prótese de qualidade para ficar mais bonita, poder sorrir e comer o que você quiser”, declarou Lula.

Assista ao vídeo (em 1min56seg):

Lula seguiu na linha de falar sobre mulheres e disse que elas estão “ficando inteligentes e deixando de ser escravas de maridos”. Segundo o presidente, a maior inserção no mercado de trabalho possibilitou que mulheres estudassem e escolhessem a carreira que desejassem.

Assista ao vídeo (em 3min16seg):

Em evento em Belém, em 14 de fevereiro, Lula disse que não se importaria de dormir uma noite “olhando para as estrelas” durante a COP30, marcada para novembro. A capital do Pará, entretanto, enfrenta problemas com a falta de leitos para receber as delegações dos países que virão ao Brasil para o evento que discute as mudanças climáticas.

Assista ao vídeo (em 1min10seg):

Durante discurso no evento de anúncio do Programa de Renovação da Frota Naval da Petrobras, o petista disse que não bebe gasolina -ao se referir às razões para “defender” a estatal- mas bebe “outro álcool”, indicando outros tipos de bebidas alcoólicas. Lula também ressaltou que deve haver maior “responsabilidade” ao defender a empresa. 

Assista ao vídeo (em 26seg):

No mesmo evento, Lula sugeriu que a estatal tome uma “atitude” e evite que o povo seja “assaltado” por intermediários da cadeia de produção. Segundo o presidente, a solução para conter a alta dos preços, sobretudo do diesel, seria vender o combustível diretamente para o consumidor. 

Assista ao vídeo (1min40):



Fonte: Só Notícias

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