POLÍTICA

Isolado, Lula prioriza reunião com congressistas de sua base

Published

on


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) priorizou os líderes governistas, a cúpula do Congresso e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, em suas agendas nos 2 primeiros anos de seu 3º mandato. Ele recebeu ao menos 104 congressistas para reuniões de acordo com sua agenda oficial. Foram 78 deputados, dos 513, e 26 senadores, dos 81. O número representa 17,5% dos 594 congressistas na Câmara e no Senado.

Conforme levantamento do Poder360, os únicos congressistas com mais de 10 registros na agenda do chefe do Executivo foram seus líderes do governo, os ex-presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e Gleisi –cujo nome é cotado para assumir a Secretaria Geral da Presidência.

Em 2023, Lula se encontrou 22 vezes com o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). No ano passado, foram 24. Em 2º lugar está o líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), com 16 reuniões em 2023 e 30 em 2024 –somam 46 reuniões em 2 anos.

Guimarães pode assumir interinamente a presidência do PT até julho, quando serão realizadas novas eleições, já que Gleisi deve sair do cargo.

Há, entretanto, uma controvérsia quanto à permanência do deputado na liderança da sigla. Como mostrou o Poder360, ele cogita concorrer ao Senado em 2026. Precisaria, portanto, concretizar sua carreira política.

Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do Governo no Congresso, teve 32 registros na agenda do presidente –foram 16 em 2023 e 20 em 2024.

Fora estes petistas mais próximos, os únicos a terem mais de 10 encontros foram os agora ex-presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Lula desatou os nós do governo no Legislativo diretamente com os presidentes das Casas.

Estão empatados com o número de agendas com o chefe do Executivo: o número fechou em 17.

Com as eleições do Congresso, Pacheco e Lira estão sem cargos de liderança. Voltam a ser senador e deputado, respectivamente. Em conversa com jornalistas em 30 de janeiro, Lula disse querer o ex-presidente da Casa Alta concorra ao governo de Minas Gerais. Silenciou, entretanto, sobre o destino do deputado alagoano.

Em seus primeiros mandatos, Lula promovia churrascos e jogos de futebol para azeitar a relação com o Legislativo. Agora, a primeira-dama Janja da Silva é um obstáculo até para falar com o presidente por telefone. Lira e Pacheco, que tiveram muitos encontros, já reclamaram da dificuldade de conversar com o petista nos bastidores.

Congressistas que não são da base petista reclamam que o presidente está cada dia mais isolado e o acesso a ele é “difícil”. Integrantes do governo disseram que essa é uma demanda que o Executivo e o Legislativo tentarão costurar melhor neste ano.

O problema, entretanto, é que a indisposição do presidente de ter reuniões a sós com os congressistas reflete no desempenho geral do governo. Com a proximidade das eleições de 2026, Lula precisaria se envolver mais diretamente na articulação com o Congresso. O Poder360 apurou, entretanto, que o petista não deve mudar seu modus operandi em 2025.



Fonte: Só Notícias

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana