POLÍTICA
Festa de Alcolumbre tem aliados já falando em reeleição
O novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), demorou para conseguir transitar pela própria festa. Com o suor escorrendo pelo rosto, o senador de 47 anos ficou cerca de 1h30 recebendo cumprimentos e tirando fotos com os convidados em uma das salas da Residência Oficial da Presidência do Senado, no Lago Sul, área nobre de Brasília, na noite de sábado (1º.fev.2025).
Aliados batiam em suas costas e faziam suas apostas para uma possível reeleição em 2 anos. Alcolumbre comandará o Senado em 2025 e em 2026. A Casa Alta se reunirá no início de fevereiro de 2027 para dar posse a 54 senadores e eleger um novo comandante. Na avaliação dos presentes à festa, 2 fatores explicam esse otimismo:
Apesar do otimismo pós-vitória, é cedo para fazer qualquer tipo de prognóstico porque 2/3 das cadeiras do Senado estarão em jogo nas eleições de 2026. No entanto, Alcolumbre conseguiu reunir o apoio de espectros opostos em torno do seu nome, como o PT de Luiz Inácio Lula da Silva e o PL de Jair Bolsonaro.
Há a expectativa de que a relação do Senado com a Câmara seja melhor do que nos últimos 4 anos, quando as Casas foram comandadas por Pacheco e Arthur Lira (PP-AL), respectivamente. O motivo: Alcolumbre e Hugo Motta (Republicanos-PB), eleito presidente da Câmara, foram deputados federais juntos.
Motta também é visto como alguém mais conciliador que Lira.
O evento refletiu o apoio em forma de votos registrados na sessão de sábado (1º.fev). Reuniu senadores governistas e de oposição. De Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do Governo no Congresso Nacional, a Sergio Moro (União Brasil-PR).
Um dos que comemoraram com euforia e um abraço caloroso a recente vitória de Alcolumbre foi o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI). Prefeitos de cidades do Amapá e o governador do Estado, Clécio Luis (Solidariedade), também prestigiaram.
Ministros do governo Lula marcaram presença:
Os auxiliares do governo não quiseram comentar sobre a reforma.
O agora ex-presidente do Senado também é cotado para integrar a Esplanada de Lula. O nome de Pacheco ganhou força para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, hoje sob o comando do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Depois de 4 anos à frente do Senado, Pacheco vai tirar 15 dias de descanso.
O cardápio da festa contou com moqueca de peixe com farofa e banana, risoto, macarrão, camarões e salgadinhos. A música foi baixa e ambiente até 0h, quando o cantor mineiro Di Brasil chegou para se apresentar.
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