AGRICULTURA

‘É preciso saber lidar com as adversidades na lavoura’, comenta o produtor de soja Oliverio Alves

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Hoje, vamos conhecer mais uma história dos indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil. A trajetória de Oliverio Alves de Melo, produtor de soja de Balsas, no Maranhão, é marcada por 30 anos de dedicação ao agro.

Natural do sul da Bahia, Oliverio cresceu em um berço agropecuário voltado à pecuária. Seu primeiro contato com o setor agrícola aconteceu ainda jovem, e aos poucos, foi se envolvendo com a lavoura no Cerrado de Minas Gerais, especialmente na região de Curvelo.

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Em 1995, ele se mudou para o Maranhão para integrar o Projeto Proder (Programa de Desenvolvimento do Cerrado), onde iniciou sua jornada no cultivo de grãos. Com formação em Agropecuária e Administração de Empresas, o sojicultor diz que a agricultura e a pecuária é algo mais forte do que uma simples profissão: é algo que ele carrega com orgulho.

”A agricultura é uma indústria de produção a céu aberto, e, por isso, é essencial ter uma gestão eficiente e bem planejada. Além disso, é preciso lidar com as adversidades como o clima, a chuva e as pragas, que estão fora do nosso controle”, explica.

Ele acredita que o agro é a vocação natural para alimentar o mundo e que a sustentabilidade e a responsabilidade devem ser princípios fundamentais na gestão agrícola. Ao longo de sua trajetória, Oliverio tem buscado transmitir esses valores às futuras gerações, com o objetivo de formar filhos e sucessores no ramo agropecuário.

A região de Balsas, onde ele atua, era conhecida por ter um dos piores índices de desenvolvimento humano (IDH) no Maranhão, mas, graças ao trabalho dos produtores rurais, hoje é considerada uma das melhores, resultado do compromisso com o desenvolvimento local e a sustentabilidade.

Oliverio é um exemplo de como a agricultura é também uma atividade social. Ele destaca a importância do associativismo, que fortalece o vínculo entre os produtores e contribui para o desenvolvimento comunitário.

Para ele, a agricultura é uma atividade que beneficia tanto a gestão interna das propriedades quanto o engajamento com a sociedade ao redor. ”Aqui, nós temos uma cultura de associativismo com os produtores rurais. E, com isso, conseguimos fazer dessa região um pedacinho do céu, onde a produção de grãos do Cerrado Brasileiro tem seu espaço, conclui.



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