SAÚDE
Aneurisma: entenda quadro que fez Márcia Sensitiva passar por cirurgia
Em um vídeo publicado no Instagram, Márcia apareceu na unidade semi-intensiva e compartilhou detalhes sobre a cirurgia. O procedimento foi realizado por meio de um acesso pela perna até o pescoço, sem a necessidade de abrir o crânio.
“Lembra que tinha dois aneurismas? Um cresceu muito e tive que operar. Não abriram o crânio, foi na carótida. Não estou com dor nenhuma, só das injeções”, disse.
Márcia segue em recuperação e afirmou que em breve receberá alta.
O que é um aneurisma?
O neurocirurgião Victor Hugo Espíndola explica que o aneurisma é uma dilatação que se forma na parede da artéria, semelhante a um balão. “Imaginamos as artérias como um cano que leva sangue ao cérebro. Na parede desse vaso, pode surgir uma dilatação que se torna um aneurisma”, detalha.
De acordo com o manual MSD, podem ocorrer em qualquer artéria do corpo, sendo mais comuns na aorta, artéria principal que transporta sangue do coração para o restante do organismo.
No entanto, também podem aparecer em outras regiões, como as artérias cerebrais, coronárias, femorais e carótidas. Os aneurismas na artéria carótida são considerados raros e, em geral, afetam com mais frequência pessoas idosas.
O maior risco está na possibilidade de . “A parede do aneurisma é mais frágil que a de uma artéria normal. Com o aumento da pressão sanguínea, ele pode se romper, causando um AVC hemorrágico muito grave, chamado de hemorragia subaracnoide”, alerta Espíndola.
Segundo ele, esse tipo de AVC tem uma taxa de mortalidade entre 30% e 50%, e muitos pacientes que sobrevivem apresentam sequelas.
Como é feito o tratamento?
Quando identificado antes da ruptura, o aneurisma pode ser tratado por meio de cirurgia. Segundo Espíndola, existem duas principais abordagens: a microcirurgia e a embolização.
A microcirurgia, método mais antigo, envolve a abertura do crânio para a colocação de um clipe na base do aneurisma, impedindo o fluxo sanguíneo na região. Já a embolização, considerada minimamente invasiva, é realizada por cateterismo, sem necessidade de abrir a cabeça.
“Entramos pelas artérias e usamos dispositivos como stents e molas para interromper o fluxo de sangue dentro do aneurisma, reduzindo o risco de rompimento”, explica o especialista.
A recuperação da embolização costuma ser rápida. “Nos casos em que o aneurisma não rompeu, o paciente pode receber alta entre 24 e 48 horas após o procedimento e retomar a rotina em poucos dias”, afirma.
Embora qualquer cirurgia envolva riscos, Espíndola destaca que a embolização apresenta baixas taxas de complicações. “O risco varia conforme as características do aneurisma, mas há casos em que ele fica abaixo de 3,5%”, conclui.
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