POLÍTICA
Saiba quem deve comandar as comissões do Senado em 2025
O Senado definirá, nas próximas semanas, os presidentes das comissões permanentes da Casa. PSD e MDB devem ficar com as duas principais, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).
Em geral, os indicados costumam ser definidos por meio de um acordo antes das votações. As escolhas levam em conta o tamanho das bancadas, articulações partidárias e trocas de apoio pela eleição à Presidência do Senado.
No momento, as negociações ainda estão em curso, mas alguns nomes já estão praticamente definidos. Otto Alencar (PSD-BA), por exemplo, deve ficar com o comando da CCJ. O colegiado é tido como estratégico, já que pode dar o sinal verde ou barrar projetos de emendas à Constituição.
Otto integra o PSD, a maior bancada da Casa, com 15 senadores. A escolha por ele se deu como moeda de troca pelo apoio do partido à candidatura de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ao comando da Casa. O senador baiano tinha interesse de se lançar candidato à presidência do Senado, mas abriu mão da disputa e pavimentou ainda mais o caminho de Alcolumbre.
A eleição de Otto na CCJ seria uma boa notícia também para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Atualmente, a CCJ é presidida por Alcolumbre, parlamentar amapaense que, embora siga o governo Lula na maioria das votações, mantém uma relação pragmática e por vezes imprevisível com o Planalto. Já Otto é próximo do Palácio do Planalto. Já ocupou, inclusive, o cargo de líder interino do governo no Senado.
A CAE deve ficar com Renan Calheiros (MDB-AL). Experiente, o alagoano terá o poder de definir o ritmo de votações da maioria dos projetos econômicos. A comissão também é responsável por sabatinar os indicados do governo para alguns cargos econômicos, como o Banco Central.
O MDB também será agraciado com a CAS (Comissão de Assuntos Sociais), que será ocupada por Marcelo Castro (PI).
Saiba, abaixo, quem deve ficar com as comissões do Senado:

O PL, a 2ª maior bancada, com 14 senadores, deve ocupar as comissões de Infraestrutura, com Marcos Rogério (RO), e Segurança Pública, com Flávio Bolsonaro (RJ).
Já a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo ficará com Dorinha Seabra (União Brasil-TO), enquanto a de Direitos Humanos deverá ser presidida por Damares Alves (Republicanos-DF)
O senador Flávio Arns (PSB-PR) trocará a Comissão de Educação e Cultura, que ficará com Teresa Leitão (PT-PE), pela de Ciência e Tecnologia.
Além da Comissão de Educação, o PT também ficará responsável pela CMA (Comissão de Meio Ambiente). A escolha recairá sobre Beto Faro (PA), eleito pelo Estado que sediará a COP30.
Ao Podemos caberá a Comissão de Agricultura. Será presidida por Zequinha Marinho (PA), congressista ligado ao agronegócio.
As comissões são importantes porque analisam projetos temáticos. O valor delas é tanto que algumas propostas são analisadas apenas por esses grupos, sem passar pelo plenário.
Além de ter o poder de modificar os projetos com a inclusão de emendas, as comissões são uma forma de os congressistas defenderem as pautas de seus interesses e mostrarem trabalho para seus eleitores.
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