SAÚDE
Não é necessário excluir carne vermelha da dieta para melhorar saúde intestinal, sugere estudo
A pesquisa avaliou amostras de mais de 21 mil pessoas que vivem nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Itália. Esses indivíduos foram divididos em três grupos: onívoros, vegetarianos e veganos.
Os participantes informavam aos pesquisadores seus padrões de dieta de forma recorrente. Com isso, os cientistas avaliaram o bioma intestinal dessas pessoas e teceram relações com a alimentação adotada por eles e o desenvolvimento de complicações de saúde.
O leite e seus derivados foram alimentos que os cientistas prestaram especial atenção. A análise da microbioma dos indivíduos que reportaram consumo de laticínios apresentou marcadores geralmente conhecidos por promover uma melhor saúde intestinal.
Por outro lado, no caso dos onívoros, os pesquisadores observaram marcadores biológicos associados com o consumo de carne, especialmente carne vermelha. Tais microrganismos são reconhecidos por colaborarem ao aparecimento de problemas de saúde.
“Essas espécies foram previamente implicadas em doenças inflamatórias, como doença inflamatória intestinal, câncer colorretal […] e eram mais propensas a estarem associadas a resultados negativos de saúde cardiometabólica”, escreveram os pesquisadores no artigo.
Por outro lado, esses microrganismos não foram largamente observados nas amostras de indivíduos veganos ou vegetarianos. Tal fato é um indicativo de que esse tipo de dieta pode promover uma melhor saúde intestinal, algo relacionado com o alto consumo de frutas e vegetais.
No entanto, os pesquisadores não confirmam que a exclusão total de alimentos vistos como promotores de uma má saúde intestinal, como as carnes vermelhas, é a solução. Na pesquisa, os cientistas observaram que, no caso dos onívoros, um maior consumo de verduras e frutas já proporcionou um microbioma intestinal mais saudável e semelhante àquele de indivíduos veganos.
Essa conclusão ratifica a noção de que humanos podem facilmente modular seu intestino. “Nosso trabalho reforça como os humanos podem moldar seus próprios microbiomas intestinais e, por extensão, sua saúde, diretamente por meio de escolhas alimentares simples, bem como mais indiretamente por meio de práticas agrícolas e de produção de alimentos”, os autores escreveram no estudo.
Os achados finais da pesquisa também sugerem que a exclusão completa de certos alimentos maléficos à saúde intestinal não é uma atitude necessária, já que uma dieta balanceada com vegetais e frutas já promove a melhoria na saúde humana. No entanto, outros estudos são necessários para averiguar se realmente esse achado é correto.
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