POLÍTICA

Cota pessoal de Lula guiará mudanças na reforma ministerial

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve decidir sobre o destino de 5 nomes para o seu governo sem passar por negociação com partidos ou outros grupos de interesse. São políticos considerados da sua cota pessoal. A partir da definição do rumo deles, o governante deverá formatar o restante das mudanças que pretende fazer em seu ministério.

Dois nomes estão melhor encaminhados. A deputada e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), deve assumir a Secretaria Geral da Presidência, indo para o lugar de Márcio Macêdo (PT). O atual ministro deve assumir o comando do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Lula já acertou a mudança com a congressista, mas publicamente disse nesta 5ª feira (30.jan.2025) que não há ainda nada definido. Disse que Gleisi tem competência para assumir muitos ministérios.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse a Lula no fim de 2024 que gostaria de deixar o cargo por causa da cobrança de familiares para que reduza seu ritmo de trabalho. O ministro tem 76 anos e é amigo do presidente. Considera que já cumpriu sua principal missão no governo, a de aproximar a cúpula das Forças Armadas da gestão petista.

Lula, porém, resiste a aceitar o pedido de demissão. Gostaria que Múcio continuasse à frente da Defesa, justamente por estar fazendo um bom trabalho, na avaliação do petista. Nesta 5ª feira (30.jan), o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que o presidente convenceu o ministro a ficar no cargo até o fim de 2025.

Outros 3 nomes também estão sendo considerados como da cota pessoal do presidente nas negociações pela reforma ministerial. São eles:

O presidente da Câmara pediu ao governo para comandar o Ministério da Saúde ou o da Agricultura. Lula avalia indicá-lo para a 2ª opção, embora goste muito do atual titular do órgão, Carlos Fávaro (PSD).

Para o governo, contemplar o deputado em um ministério importante como o da Agricultura o tiraria do papel de “líder do Centrão” na Câmara, onde poderia dificultar a vida do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e, consequentemente, do governo. Motta é o franco favorito para ser eleito presidente da Câmara no sábado (1º.fev).

A decisão sobre a ida de Lira para a Esplanada passará também pelo cálculo sobre se vale a pena dar um espaço a ele no governo no momento em que está em declínio político, já que deixará o comando da Câmara.

Lula também não quer tirar o Ministério da Saúde das mãos do PT. Embora a ministra Nísia Trindade não seja filiada a nenhum partido, todas as secretarias são comandadas por petistas. Entre aliados do presidente, avalia-se a possibilidade de transferir Alexandre Padilha (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, para a Saúde. Padilha, um quadro histórico do PT, já chefiou o ministério no governo de Dilma Rousseff (PT).

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços pode ter de deixar o ministério para abrir espaço para o Republicanos ou para o PSD. Alckmin gosta dos temas da indústria e o setor tem avaliado positivamente o seu trabalho, por isso, ele não gostaria de sair neste momento. São cogitados para o seu lugar o deputado e presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que deixa o cargo no sábado (1º.fev).

Como mencionado acima, o chefe do Senado pode ir para o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) ou para o Ministério da Justiça. Lula quer dar espaço de destaque ao senador nos próximos 2 anos mediante o compromisso de que ele seja candidato ao governo de Minas Gerais em 2026. Ainda que possa ter poucas chances de vitória, poderá dar a Lula um bom palanque no Estado, o 2º mais populoso do país. O petista também quer se aproximar da Fiemg (Federação da Indústria do Estado de Minas Gerais).

O Poder360 apurou que os partidos preferiram se concentrar, neste momento, na divisão das comissões das Mesas Diretoras e das comissões da Câmara e do Senado. Querem negociar com o governo a partir destas definições. Por isso, a reforma deve sair só depois do Carnaval e pode se prolongar além de março.



Fonte: Só Notícias

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