SAÚDE
Caso raro: mulher mói aranha viúva-negra inteira e injeta em si mesma
Com histórico de uso de heroína, a norte-americana contou aos profissionais de saúde que tentou moer o aracnídeo e misturá-lo com água destilada — com uma seringa, ela aplicou a mistura em uma veia e esperava obter efeitos psicodélicos.
Ao chegar no hospital, ela apresentava cólicas e dores musculares severas, principalmente nas costas, abdômen e coxas. A mulher também disse estar com dor de cabeça e se sentir ansiosa. Além disso, o pulso, a frequência respiratória e a pressão arterial estavam alterados.
A maioria das da aranha viúva-negra são acidentais — nessas situações, o volume de toxinas é muito baixo. Como a mulher triturou a aranha inteira, ela pode ter sido exposta a uma dose de magnitude maior do que o normal. Os sintomas apareceram uma hora depois da injeção.
Já no hospital, a norte-americana começou a apresentar respiração ofegante, que logo se tornou grave e ela foi transferida para a unidade de terapia intensiva (UTI). Os médicos usaram uma série de medicamentos para controlar os sintomas, mas não puderam aplicar o soro anti-veneno pela dificuldade da mulher em respirar e o risco de anafilaxia.
Após dias de cuidado, a respiração da paciente voltou ao normal, a dor muscular desapareceu e ela recebeu alta. O caso aconteceu em 1996, mas voltou a viralizar na última semana.
Sintomas da picada de viúva-negra
A picada de uma viúva-negra costuma causar uma dor aguda, semelhante à uma picada de agulha, seguida de uma dor surda que, por vezes, provoca inchaço.
“Ocorrem igualmente cãibras e rigidez muscular, que podem ser intensas e surgir no abdômen ou nos ombros, nas costas ou no peito”, de acordo com o Manual MSD.
Outros sintomas podem incluir enjoos, vômitos, sudorese, inquietação, ansiedade, dor de cabeça, queda e inflamação das pálpebras, erupção cutânea e coceira, problemas respiratórios graves, aumento da produção de saliva e fraqueza.
Viúva-negra no Brasil
Das mais de 60 espécies de aranhas do gênero Latrodectus já descobertas no mundo, , como a peçonhenta Latrodectus curacaviensis, conhecida popularmente como viúva-negra ou flamenguinha, de acordo com o Instituto Butantan.
Aranha viúva-negra tecendo uma teia em um carvalho
Além da curacaviensis, em território brasileiro, existe também a Latrodectus geometricus ou viúva-negra doméstica. Essa espécie é a mais incidente no Brasil, mas sua picada é superficial e não apresenta gravidade.
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