AGRICULTURA

Café e leite têm alta em 2024 e devem continuar pesando no bolso, diz Abia

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O preço do café deverá continuar pesando no bolso dos consumidores nos próximos meses, segundo pesquisa mensal de commodities da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). O tipo conilon (robusta) registra alta anual de 138,2% em 2024, até novembro.

Segundo o Departamento de Inteligência Competitiva da Abia, as cotações do grão são influenciadas pela escalada da variedade arábica, a mais consumida no Brasil e no mundo, com balanço de oferta mais restrito, principalmente pela menor produção brasileira, a maior do globo.

Também existe a perspectiva de safra reduzida no Vietnã, segundo maior produtor e exportador mundial da variedade robusta, além da depreciação da taxa de câmbio.

Leite

Segundo o levantamento da Abia, o preço médio do leite apresentou alta anual de 32,8% em novembro de 2024, mas teve queda mensal de 11,1%, com a tonelada atingindo R$ 25.077 no mercado interno e R$ 27.160 no externo.

“Ao longo dos últimos meses, condições climáticas adversas em determinadas regiões afetaram a produção, influenciando a oferta e os preços. Mas isso vem se modificando, o que deverá contribuir para a expansão da produção e a redução dos preços dos laticínios aos consumidores”, disse em comunicado o gerente de Economia e Inteligência Competitiva da Abia, Cleber Sabonaro.

Segundo ele, do lado da demanda, a expansão do emprego e da renda contribuiu para o crescimento do consumo de derivados comercializados no varejo e no food service.

Ele alertou, porém, que os custos de produção, especialmente com ração e energia, continuam pressionados, o que reduz o potencial de crescimento do setor.

Sobre as tendências, Sabonaro destacou que, no mercado interno, a ampliação da produção, beneficiada por condições climáticas favoráveis, deverá contribuir para manter os preços em queda, estimulando a demanda pelo produto e seus derivados. “No mercado internacional, os preços do leite em pó também deverão cair, acompanhando a ampliação da oferta nos principais países produtores”, disse.



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