CIDADES
Suspensão da prestação de serviços de saúde por falta de pagamento preocupa o presidente Emerson Machado
Liliani Leal
Assessoria de Comunicação
Câmara de Vereadores
O presidente da Câmara de Vereadores de Alta Floresta, Emerson Sais Machado (PMDB), está preocupado com a suspensão da prestação dos serviços de saúde ofertados por uma clínica particular do município de Alta Floresta ao Hospital Regional Alberta Sabin. O assunto foi pauta do discurso do presidente na sessão ordinária desta terça-feira (05).
No dia 28 de agosto, segunda-feira, o sócio-administrador da Clínica Magnólia, Marcelo Vinicius de Miranda, protocolou na Câmara Municipal um relatório financeiro, endereçado ao presidente Emerson Machado, informando os pagamentos pendentes que, até aquela data, não tinham sido regularizados por parte do IPAS – Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde, que é a Organização Social de Saúde contratada pelo Governo do Estado de Mato Grosso para administrar o Hospital Regional de Alta Floresta.
Consta no relatório financeiro pendencias de 2014, 2015, 2016 e 2017 totalizando um dívida de R$ 1.067,355,70 (um milhão, sessenta e sete mil, trezentos e cinquenta e cinco reais e setenta centavos), referente a exames de ressonância, ultrassom, tomografia, densiometria, Raio-X, mamografia, endoscopia, angiotomografia, dopler, colonoscopia e USG Doppler. Em Alta Floresta esses exames só estão disponíveis em clínicas particulares, motivo pelo qual a OSS contratou os serviços da Clínica Magnólia.
No documento endereçado ao presidente Emerson Machado, a Clínica Magnólia justifica os motivos que levaram a suspensão da prestação dos serviços. “Nossa instituição encontra-se em grave situação financeira em decorrência do atraso nos pagamentos, dos serviços já realizados e não recebidos até o momento, o que de fato vem gerando uma incapacidade operacional para a efetiva continuação dos atendimentos. Com o intuito de manter a prestação de serviço com qualidade e sem prejuízo ao bem maior, paciente, evidenciamos que se não houver a regularização dos pagamentos pendentes, não poderemos garantir a continuidade da prestação, haja vista não possuirmos condições de arcar com as despesas oriundas dos atendimentos sem a devida contraprestação por parte da contratante (IPAS).”
Indignado, o presidente Emerson Machado convidou os demais vereadores para cobrar do Governo do Estado a regularização das pendências para que a população, principalmente os pacientes de Alta Floresta, não sofram maiores consequências. “A minha cobrança foi para que o governo possa pagar a clínica para ela poder prestar o serviço para a sociedade. A clínica precisa receber, tem funcionários pra pagar. Porque o Estado não paga os seus compromissos? Então, pedi aos vereadores para que possamos cobrar junto o Governo do Estado para que ele faça a sua parte. É mais de um milhão de reais de dívidas, e a sociedade como fica?”, questionou embravecido ao completar dizendo que vai continuar cobrando o governo para quitar as pendências para a retomada dos serviços.
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