SAÚDE
Médicos e médicas referência em genotipagem de todo o país participam de oficina de atualização realizada pelo Ministério da Saúde
Na última quinta-feira (7), profissionais da saúde de todo o país participaram da Oficina de Atualização para Médicos(as) Referência em Genotipagem, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com especialistas em manejo clínico de adultos que vivem com HIV ou aids.
O evento tem como objetivo qualificar a abordagem a pessoas vivendo com HIV ou aids com multirresistência do HIV e apresentar os critérios de uso do fostensavir, novo antirretroviral incorporado no Sistema Único de Saúde. O fostensavir representa uma opção terapêutica para pessoas que convivem com vírus multirresistentes e com risco de progressão da doença.
Durante a oficina, técnicas e técnicos da Coordenadoria-Geral de Vigilância do HIV e da Aids do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (CGHA/Dathi), pesquisadores(as) e médicos(as) infectologistas abordaram as diretrizes clínicas do tratamento antirretroviral e debateram a respeito de casos clínicos.
Artur Kalichman, coordenador-geral da CGHA, afirma que a oficina faz parte do movimento de reestabelecimento dos elos do Ministério da Saúde junto aos Comitês Técnicos Assessores (CTAs), Câmaras Técnicas Estaduais, pesquisadores(as), Médicos(as) de Referência em Genotipagem e demais grupos atuantes na resposta brasileira ao HIV e a aids. “Qualificar profissionais e gestores de saúde é uma ferramenta essencial para a implementação de inovações no tratamento das pessoas que vivem com HIV ou aids”, afirma.
A coordenadora do ambulatório referência em infectologia do Piauí, Elna Amaral, elogia a iniciativa do Ministério da Saúde. “Ter a oportunidade de realizar essa troca de experiências presencialmente junto aos nossos colegas de outros estados facilita a integração das nossas ações”, declara. “Já tenho muitas discussões e direcionamentos para levar de volta aos nossos estados e aplicar no dia-a-dia”.
Eliana Serra, médica infectologista de Tucuruí (PA), também comemora a realização da oficina. “É de extrema importância eventos como esse, porque além de nos manter atualizados em relação aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs), favorecem o cuidado integral oferecido com maior atenção à realização da genotipagem e às trocas de terapia antirretroviral quando necessário”, conclui.
Congresso Cearense de Infectologia
Nessa mesma semana, técnicos da CGHA participaram também do Congresso Cearense de Infectologia, em Fortaleza (CE). A equipe técnica do Dathi foi convidada pela Sociedade Cearense de Infectologia para apresentar à profissionais da saúde as ações do Departamento no cuidado contínuo do HIV e da aids.
Junio Silva
Ministério da Saúde
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