AGRICULTURA

Associação argentina reage à suspensão da carne bovina pelo Carrefour

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Em resposta à recente decisão de Alexandre Bompard, CEO global do Carrefour, de suspender a venda de carne bovina proveniente do Mercosul nas lojas da França, a Mesa Argentina de Carne Sustentável (Macs) emitiu uma carta oposta à postura de protecionismo comercial adotada pela rede de supermercados francesa. Segundo a carta, assinada pelo presidente da associação, Carlos David Barrios Baron, a atitude prejudica as relações comerciais e enfraquece os esforços globais por uma pecuária mais sustentável.

No documento, a Macs argumenta que a decisão de Bompard sobre a carne bovina representa um retrocesso em relação ao livre comércio, enfatizando que o protecionismo só gera maior isolamento entre os países. A associação alerta que, quando a xenofobia e o protecionismo aumentam, as nações tendem a se fechar, o que resulta em restrições não apenas comerciais, mas também de mobilidade e liberdade, o que reforça os conflitos e diminui o valor da paz mundial.

O texto destaca que a quantidade de carne do Mercosul exportada para a França é limitada e questiona o impacto dessa decisão nos negócios do Carrefour nos países do Mercosul, como Brasil e Argentina. A associação critica a alegação do Carrefour sobre desigualdade nas condições ambientais, argumentando que as práticas de produção no Mercosul são mais sustentáveis, com o gado criado em pastagens ao ar livre, o que não apenas garante o bem-estar animal, mas também contribui para a captura de carbono.

Outro ponto levantado é que os produtores franceses recebem subsídios estatais para garantir a sustentabilidade econômica de suas atividades, criando desigualdade nas condições de mercado. A Macs acredita que, apesar das diferenças nos modelos de produção, tanto os produtores franceses quanto os do Mercosul têm um longo caminho a percorrer para atingir uma sustentabilidade plena em suas cadeias produtivas.

A organização alerta contra o uso da sustentabilidade como justificativa para o protecionismo comercial, destacando que essa abordagem prejudica o trabalho coletivo dos pecuaristas em nível global, comprometendo os esforços para avançar em direção a uma pecuária mais sustentável. Para a Macs, embora a sustentabilidade deva ser um objetivo comum, medidas como a do Carrefour ameaçam o progresso do setor agrícola mundial, indo contra os esforços dos pecuaristas para melhorar suas práticas e alcançar o mais alto nível de sustentabilidade.



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