POLÍTICA
Munições pertencem a PM preso que fazia minha segurança, diz jornalista – vídeo
Durante depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), nesta segunda-feira (26), o jornalista Cláudio Roberto Natal Junior – preso em flagrante por posse ilegal de munições, durante as investigações sobre o suposto elo com a morte do advogado Renato Nery – afirmou que o armamento pertencia a um policial militar, atualmente preso, contratado para realizar a segurança dele e suas filhas.
Ao delegado Bruno Abreu – que está à frente das investigações da morte de Renato Nery – Cláudio disse que estava sofrendo ameaças de morte desde uma batalha judicial entre ele e empresários do município de Nova Ubiratã (a 477 km de Cuiabá). Diante disso, contratou quatro policiais militares para realizar a segurança da sua família 24 horas.
Reprodução

Cláudio Roberto Natal Junior, durante depoimento à DHPP
Questionado se ele mesmo havia comprado as munições, Cláudio negou, afirmando que não possui documentação para realizar esse tipo de compra e que deu o dinheiro para que o militar as comprasse. Sobre os diferentes tipos de calibres de munição, o jornalista disse que tinha plena certeza que seria assassinado e que alertou os PMs para que o protegessem.
“Eu achei que iam me matar. Eu falei para eles [PMs]: ‘olha, vamos nos proteger’. Anda armado, com munição, porque eu acho que vão me matar de verdade. Então, eles se municiaram. Foi isso que aconteceu”, declarou Cláudio.
Morte de advogado
Nesta segunda-feira, Natal foi alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito das investigações da morte do advogado Renato Nery, em julho de 2024.
De acordo com a DHPP, o jornalista é suspeito de adulterar documentos, assessorar escritórios de advocacia e supostamente contatar Julinere Goulart Bastos – suposta mandante da morte de Nery – 15 dias antes do crime, para intermediar pelo envio de dinheiro que seria utilizado no patrocínio jurídico dos policiais militares presos pelo envolvimento na execução de Renato.
Ainda na segunda, Natal foi solto após pagar uma fiança no valor de cinco salários-mínimos.
Veja, abaixo, o depoimento de Cláudio à DHPP:
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